Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Candidaturas “laranjas” podem voltar a aprontar em 2014

7 de outubro de 2013 : 06:30
Eles já são personagens comuns nas últimas eleições majoritárias ao governo do estado e prefeitura de São Luís. Em 2006, Aderson Lago (PSDB), trocou uma improvável reeleição de deputado estadual para ser o principal agressor a candidatura de Roseana Sarney (PMDB). Em 2008, Waldir Maranhão (PP) era a metralhadora ambulante a serviço do grupo Sarney contra as candidaturas de João Castelo (PSDB), Flávio Dino (PC do B) e Clodomir Paz (PDT). Em 2012, Ednaldo Neves (PRTB), foi o aliado de Edivaldo Holanda Júnior (PTC) para bater no prefeito João Castelo (PSDB). Todos eles tem em comum, além do papel exercido, baixas votações, porém os impactos causados acabam se tornando um bom negócios para aqueles que bancam esse tipo de candidatura.

Ednaldo “Laranja” Neves em 2012
Diante dessa eficiência e do objetivo que vem sendo alcançado, os dois grupos que desejam polarizar a disputa de governo do estado, preparam um “guarda-chuva” para a disputa. Essa proposta é mais cogitada pelo lado governista, por motivos óbvios, eles precisam de alguém que ataque a candidatura de Flávio Dino e consequentemente exponha seus pontos fracos, o que deve levar a perder pontos.
Mas por qual motivo não aproveitam o tempo de televisão para usar esse tipo de estratégias? Afinal existem candidaturas que devem ultrapassar os 15 minutos de propaganda partidária. Os especialistas em marketing mostram que é muito melhor escolher um “laranja” para fazer isso, deixando a imagem do candidato principal como apenas um propositor de ideias e não de um agressor, que usa táticas “baixas”.
Os governistas tem uma reserva de partidos que poderiam ser usados para essa estratégia, entres eles os nanicos PTN e PSDC ou até mesmo o grande PSD, pode ser chamado para a batalha.
Porém o lado oposicionista, também não fica atrás, e já cogitam usar semelhante estratégia, claro que a ideia inicial não é colocar mais uma candidatura, pois vão acabar dividindo mais o tempo da propaganda partidária e os votos do eleitorado, o que pode esticar a disputa para o segundo turno. Porém o PPL, pode ser a legenda responsável por lançar uma metralhadora ambulante contra os governistas.
Aderson Lago, o “Laranja” de 2006
É necessário lembrar que todos que fizeram papel de “laranja” se enterraram politicamente. Aderson Lago, hoje no Solidariedade, não tem mandato e está morto na política local. Waldir Maranhão corre sérios riscos de ficar sem mandato, a partir de 2015. Ednaldo Neves nem se fala, vive de uma assessoria especial da prefeitura de São Luís para não fazer nada, afinal o seu serviço já foi feito em 2012, durante três meses.
Por isso, aqueles que aceitarem o papel proposta por qualquer um dos grupos, tem que avaliar bem o que deseja para sua carreira política. Para quem não tem nada a perder, como o último caso citado, deve valer a pena se expor por alguns meses e garantir um razoável salários por quatro anos.

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