Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Uma semana decisiva na política maranhense

31 de março de 2014 : 09:31
Enfim chegou a semana que a governadora Roseana Sarney (PMDB), precisa se definir. Se ela fica ou renúncia, saberemos até sexta-feira (4), prazo máximo para que a peemedebista se desincompatibilize e possa disputar a eleição deste ano.

Roseana vem escondendo sua decisão, pelo menos para a imprensa ela diz não saber o que fazer e ser necessário ainda pensar muito. Porém seus aliados cravam: Roseana vai ficar no governo.

Os motivos apontados pelos aliados e pela própria é que pesa a questão familiar e o desejo de entregar todas as obras que estão em andamento. Roseana diz querer descansar e já teria até avisado a sua família o seu desejo de morar nos Estados Unidos, a partir de 2015.

Até a oposição chega a falar sobre os motivos que fazem Roseana pensar em ficar no mandato. De acordo com pesquisas de consumo interno, a governadora teria sérias dificuldades em garantir uma vitória na eleição deste ano para o cargo de senadora, por isso ela estaria temerosa em entrar na corrida eleitoral e sair derrotada.

No entanto o que é mais provável de estar acontecendo é que Roseana está analisando qual o melhor caminho a ser tomado para garantir a vitória de Luís Fernando (PMDB). Ela sabe que se deixar o governo, dificilmente conseguirá eleger o seu secretário como governador na eleição indireta, o que não lhe daria uma ampla vantagem ao principal adversário, Flávio Dino (PCdoB).

Se ela fica no governo, ela garante toda um estrutura em prol de Luís Fernando, só que durante a campanha, o candidato peemedebista concorrerá ao cargo sem ser nada. Não terá mais o privilégio de entregar obras enquanto gestor público e nesse ponto ele leva desvantagem em relação ao candidato comunista, que já é bem conhecido no estado.

No entanto, Roseana nunca deixou de participar de uma eleição estadual desde 1990, por isso para ela, também deve ser muito doloroso ficar fora de uma disputa, ainda mais como a do Senado que lhe garantiria oito anos de um mandato tranquilo e com chances ainda ser presidente da Casa legislativa ou até mesmo ministra em uma eventual reeleição da presidente Dilma.

Os cenários são múltiplos e chegam a envolver inclusive a oposição, que parece viver uma ansiedade também quanto a decisão da governadora, quando deveriam estar preocupados somente consigo.

Ao longo dos próximo dias, o assunto será apenas um: Roseana sai ou fica?

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