Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Empresas que ajudam jogadores de futebol a controlarem as finanças pessoais após a fama

17 de novembro de 2021 : 14:33

Aqui no Brasil, a história de muitos ídolos do futebol é inspiradora. Neymar, Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e muitos outros eram meninos de baixa renda que sonhavam em ganhar o estrelato no esporte mais amado pelo brasileiro. Porém, apesar de terem treinado bastante para se tornarem os craques que são, alguns não jogam bem em outras áreas da vida, como é o caso das finanças.

Com o objetivo de criar uma conversa entre a realidade do futebol e a realidade financeira que a acompanha, como a administração do dinheiro recebido durante a carreira, empresas vêm oferecendo programas e serviços para ajudar atletas a lidarem com suas finanças pessoais. Essas companhias focam em instruir os futebolistas a manterem um patrimônio e construírem um pé-de-meia para quando a sua carreira acabar.

Duas empresas que nasceram com o objetivo de ajudar jogadores de futebol a controlarem as finanças pessoais são a Top Soccer e a Delta Flow Investimentos, escritório credenciado ao BTG Pactual.

Futuro

Segundo o sócio-fundador da Delta Flow Investimentos, Bruno Venditti, “a vida do jogador é muito curta, profissionalmente falando, eles começam em ascensão e ganham muito dinheiro em pouco tempo. Então, se não tiver um planejamento financeiro, ele pode pôr tudo a perder”.

E isso procede historicamente, já que, em média, jogadores acima dos 32 anos já são considerados velhos para a profissão, costumando se aposentar logo após atingirem essa idade. Alguns exemplos aqui no Brasil são Ronaldo Fenômeno, aposentado aos 34 anos, e Adriano Imperador, aos 36 anos.

A situação mudou um pouco nestes últimos anos, e há exceções que jogam em alto nível ainda nessa idade ou além. Exemplos são Gianluigi Buffon (43 anos), do Parma, Zlatan Ibrahimović (40 anos), jogando pelo Milan, Cristiano Ronaldo (36 anos), e Lionel Messi (34 anos). Os dois últimos futebolistas, atuam pelo Manchester United e Paris Saint-Germain, respectivamente, disputando o torneio que mais movimenta as casas de apostas com bônus de cadastro mundialmente a Liga dos Campeões. Tanto Messi quanto Cristiano Ronaldo têm um desempenho invejável, fomentando os palpites da torcida, que visitam o apostasesportivas24.com para aproveitar uma lista das operadoras de apostas oferecendo bônus de registro.

Aqui no Brasil, há poucos nomes que esperaramcompletar 40 anos para dar adeus aos gramados. Três casos emblemáticos que se aposentaram aos 42 foram o são-paulino Rogério Ceni, o flamenguista Léo Moura, e o herói da Copa de 1994, Romário.

​Para resumir, no futebol é comum uma aposentadoria adiantada, e muitas pessoas não conseguem lidar bem com isso. Foram vários futebolistas que perderam parte da sua fortuna (ou a perderam completamente) e não conseguiram dar continuidade à renda. Muitos ficam com o seu patrimônio desprotegido e acabam passando dificuldades financeiras.

E os investimentos?

Ambas as empresas de consultoria financeira perceberam que muitas pessoas do mundo futebolístico não têm tanto conhecimento a respeito de investimentos, e que talvez por isso os atletas se prejudiquem no futuro.

​“Geralmente, treinadores e empresários já têm um conhecimento maior sobre o que é Selic, mas os jogadores muitas vezes não têm. Por isso, precisamos entender que eles são profissionais de um nicho muito específico e que requerem uma conversa bastante específica”, comentou Venditti.

​Já o sócio-fundador da Top Soccer, Marcelo Claudino, acredita que o atleta precisa passar por uma mudança de mentalidade. “É preciso que o jogador entenda como investir em uma ação, mas por ele mesmo. Ter conhecimento financeiro para saber onde aplicar bem seu dinheiro, sem ter que precisar de ajuda no futuro”, comentou.

Como eles perdem dinheiro e o que fazer a respeito

​Venditti afirma que vários jogadores perdem o que arrecadaram ao prestar auxílio à família e amigos, entrando em ciladas e caindo em golpes, e gastando excessivamente com bens supérfluos. De acordo com ele, é preciso conscientizar futebolistas jovens a controlar impulsos e aprender disciplina.

​O lado bom é que, segundo Claudino, os atletas de hoje estão mais bem-informados com o advento da internet. “O jogador de hoje lê na mídia os exemplos fracassados do passado, de esportistas que perderam tudo por investir errado ou por não conseguir dar continuidade ao seu patrimônio após se aposentar”, afirma.

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