Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Eleição 2018: O caminho sem volta do senador Roberto Rocha

12 de janeiro de 2017 : 08:55

rrfd3O senador Roberto Rocha (PSB), entrou em um caminho que não há mais retorno: ele tem de ser candidato ao governo do Maranhão em 2018, caso contrário pode jogar fora sua carreira política e seu capital político acumulado. O ainda socialista entrou em um embate que não tem volta. Decidiu enfrentar os comunistas e o debate já chegou a um nível que o filho de Luiz Rocha passou a ser tratado como inimigo do Palácio dos Leões.

No entanto, existe a necessidade de se reconhecer que a eventual candidatura de Roberto Rocha ao governo está sendo construída fruto da própria falta de habilidade política dos comunistas em manter o socialista como aliado. Só lembrar que por duas oportunidades, o senador foi fundamental para garantir as vitórias de 2012 e 2014.

Sem o PSB, Edivaldo Holanda Júnior não teria o tempo necessário para expor suas idéias cinco anos atrás, afinal ele só contava com os nanicos PTC e PCdoB e o médio PDT. O mesmo poderia ser dito a Flávio Dino em 2014, uma vez que se não ocorresse acordo, o partido socialista poderia ter lançado o candidato próprio ao governo, além de ter retirado apoio de outras legendas na composição do “Partido do Maranhão”.

rrfdSe dizem que Flávio Dino foi fundamental para garantir a vitória de Roberto Rocha, o contrário também pode ser dito. Acontece que o segundo trabalhou nos bastidores, silenciosamente e esse trabalho de engenharia política pouco é reconhecido.

Passada a eleição, os comunistas escantearam o senador, assim como muitos que se engajaram na campanha e no melhor estilo “tudo só para eles”, deixaram Roberto Rocha e os demais a margem do governo.

Desprezando a força e a representação que um senador da República possui, Flávio Dino encontra-se em um momento delicado no plano nacional. Sem apoio do governo federal e de nenhum dos três representantes na Câmara alta do país, o governador pode tornar sua gestão inviabilizada.

No campo político, o comunista ainda enxerga a fuga de partidos aliados como PSB, PP e PSDB, que estavam em 2014 e provavelmente podem caminhar com Roberto Rocha em 18. Caminhando para um isolamento e contando apenas com o bloco da “falsa” esquerda PCdoB/PT/PDT.

rrfd2O senador também não faz nenhuma questão de esconder sua insatisfação com o atual modo de governar do PCdoB e parte para cima dos comunistas. Márcio Jerry (PCdoB), um dos responsáveis por distanciar Roberto do Palácio dos Leões, também acaba virando um dos alvos do socialista. Vale lembrar que o “rato” como é conhecido o presidente do 65 no Maranhão nunca quis Rocha na aliança, o “engoliu” para garantir as vitórias de 12 e 14.

Em recente confronto, Márcio Jerry demonstrando seu ódio e sua real personalidade tentou constranger o senador ao afirmar que o ex-governador Luiz Rocha se apropriou de forma indevida de um terreno da Polícia Militar do Maranhão. Em resposta, Roberto Rocha desafiou o “governador de fato” a provar o que afirmava. Antes, o presidente do PCdoB já foi chamado de “sub do sub”. As palavras devem ficar mais ásperas com o passar do tempo.

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Porém, Roberto Rocha também não se esquiva de ir para o embate também com o governador do Maranhão, inclusive já tratou Flávio Dino como “ventríloquo”. Audácia e coragem.

Porém essa é apenas uma demonstração que Roberto Rocha não tem medo de Flávio Dino e demonstrar que está pronto para entrar na disputa do Palácio dos Leões, caso Flávio Dino não “fuja”, afinal ele pode se aventurar na corrida presidencial ou até mesmo buscar uma vaga no Senado Federal.

Atualmente, um ex-aliado dos comunistas que se lance na disputa pelos Leões é o que pode capitalizar mais voto e consequentemente chances de vitória, afinal vai chegar com o discurso pronto, evidenciando que a mudança prometida sempre foi só de “gogó”. Roberto Rocha hoje é o que mais capitaliza isso. Vive na pele, a fúria e o ódio comunista, além de ser um grande conhecedor das práticas do grupo.

Fora que este nome que venha surgir pode finalmente fugir da eterna dicotomia imposta no Maranhão pela classe política: sarneys e anti-sarneys. Afinal é muito provável que em 2018, entre um comunista e um Sarney, apareça Roberto Rocha.

 

Um comentário em “Eleição 2018: O caminho sem volta do senador Roberto Rocha”

  1. Américo de máximo Miranda

    5 anos atrás  

    BABA OVO!! NÃO SE SABE O QUE TE LEVA A ACREDITAR, TALVEZ O DINHEIRO, QUE O SENADOR JUDAS TEM ALGUMA CHANCE CONTRA FLÁVIO DINO. SE ESSE SEU CHEFE SAIR PARA UMA DISPUTA AO CARGO DE GOVERNADOR , NA MELHOR DAS HIPÓTESES, FICARÁ EM QUINTO LUGAR , ATRÁS DO CANDIDATO DO NANICO PSTU .

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