Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

“Não houve intervenção nacional no PT do Maranhão”, diz José Antônio Heluy

1 de junho de 2014 : 09:36

Existe intervenção no PT do Maranhão?

José Antônio Heluy – Não. Nós temos a maioria do PT no Maranhão, nós que compomos a CNB (Construindo um Novo Brasil), temos a concepção de participar dessa aliança vitoriosa desde 2010. Focada na tática prioritária que é a eleição da presidente Dilma. Nós definimos no nosso Encontro Estadual a decisão de seguirmos alinhados com o PMDB, indicar o vice e buscar outros espaços na chapa majoritária, que isso pode ser a suplência do Senado. Dessa forma, deixo bem claro que não houve intervenção nacional, não ocorrendo veto, mas sim uma indicação e uma prioridade pela vaga do Senado. Fora o fato que recebemos o apoio maciço dos membros do partido, dos movimentos sociais, do nosso ex-vice-governador que foi responsável por abrir as portas, por isso é importante a continuidade desse projeto com o PT ocupando a vaga de vice-governador. Aproveito para explicar que posso continuar pleiteando este espaço, pois pode ser ampliado de acordo com o entendimento da executiva nacional.

Na sua opinião o que levou a executiva nacional tomar essa decisão?

Desde 2010, existia um entendimento no diretório nacional, que inclusive envolvia a governadora Roseana, que o PT precisava de um senador do Maranhão. Agora em 2014 esta tese ganhou força por conta do novo contexto político, uma vez que vários senadores do PT estão indo disputar governos estaduais, por isso há uma preocupação com a base no Senado. O que não impede de termos a vaga de vice-governador.

Essa tese defendida pela executiva nacional está correta?

É correta sim. O PT quer a reeleição da presidente Dilma, assim como aumentar o poder de governabilidade na Câmara alta do Congresso. Mas existe um encaminhamento também para ocupação de outros espaços. O PT maranhense também está correto que a manutenção da vice é muito importante, tanto para governabilidade como para eleição. Vou fazer um rápido resgaste das últimas eleições. Em 2006 apoiou o Vidigal no primeiro turno e no segundo foi com Jackson Lago por conta proximidade que tinha, mas o presidente Lula esteve no Maranhão, declarando apoio a Roseana. Eu fui um dos poucos ou quem sabe o único a acreditar nessa proposta do nosso ex-presidente, mas a governadora acabou sendo derrotada. Em 2010, o PT já fez parte da aliança, o Lula e a Dilma vieram e a Roseana Sarney ganhou no primeiro turno. Então temos a clareza que nós podemos fazer a diferença de novo e o PT estando na vice é uma marca, além dos pedidos de votos de Dilma e Lula. A base social do PT é maior que a dos filiados do partido. Quando de falar ocupar o espaço da vaga de vice-governador, não falo por que eu fui o indicado, pois o desejo que o PT ganhe e governe junto com o futuro governador. Quero ajudar a somar, sair vitorioso, por isso insisto, que é vital para alcançarmos a vitória ter o PT na vaga de vice-governador. Nós estamos lutando é para colaborar, pois o resultado perfeito é eleger a Dilma e o governador Lobão Filho.

A oposição questionou essa semana a declaração do pré-candidato Lobão Filho que teria contar com o apoio integral da presidente Dilma. Existe alguma dúvida em relação a isso?

Eu vou responder esta pergunta partindo de um outro prisma. O que tem no cenário político na disputa? São palanques. Não a toa que o Aécio Neves não quer abrir mão da vaga de vice-governador no palanque de Flávio Dino, afinal o palanque comunista fica marcado, pois o 65 passa a ser o 45, mesmo que o Roberto Rocha seja o candidato do Flávio, este não será o palanque do Eduardo Campos, pois quem compõe a chapa é o PSDB. E isto acontece com Lobão Filho também, no Maranhão ela tem o palanque PMDB-PT, o 15 é o 13, tanto que o nosso pré-candidato ao governo diz que o palanque para presidente é exclusivo da Dilma. Por isso que faço a ressalva da necessidade de manter o PT na vaga de vice-governador, pois ainda concede a identidade nacional, assim como aconteceu em 2010 quando saímos vitoriosos e diferente do que aconteceu em 2006, quando fomos separados e tivemos uma derrota.

Diante do que foi exposto ainda é possível acreditar que o senhor será o vice de Lobão Filho?
Nós trabalhamos para a construção dessa chapa e continuamos nos colocando a disposição, não há imposição e nem troca. Eu confio na força do PT local e do PT nacional. O que torna a nossa chapa muito forte. Repito o PMDB tem um forte ao candidato ao governo e precisa continuar contando com a força do PT para alcançar a vitória.

Isso evidencia sua crença na vitória de Lobão Filho?

A eleição não se dá na largada, mas na construção diária, semelhante a relação familiar, fortalecendo os laços da fidelidade, respeito etc. Eu digo com toda simplicidade, o PT na vice de Lobão Filho será um plus para a vitória nas urnas em outubro, assim como definiu a eleição no primeiro turno de Roseana. A força do nosso partido é muito grande, nossos filiados tem uma grande importância e mobilização. Mais de 7 mil filiados foram espontaneamente as urnas defender a reedição da aliança com o PMDB. Temos um exercito pronto para entrar na luta e levar nossa chapa a vitória.

Falando de legislativo. Hoje qual é a meta do partido para as bancadas estadual e federal?

Olha o que discutimos internamente é que devemos sempre ampliar e não é nenhum demérito pensar isso. Na eleição passada tivemos três deputados estaduais e um federal, perdemos um estadual e um federal. Então nossa meta é restabelecer aqueles números e tentar buscar uma quarta vaga na Assembleia Legislativa e uma segunda na Câmara Federal. As nossas prioridades são: eleição da presidente Dilma, eleição de nossos deputados e senadores e finalmente a eleição de governador. Nós acreditamos que seremos vitoriosos com Lobão Filho e estaremos com os espaços ampliados.

Sobre a presidente Dilma, ainda é possível acreditar em uma vitória no primeiro turno?

O primeiro ponto é acreditar, para depois consolidar e definir. Tudo que já tentaram para denigrir a imagem do nosso partido, a Dilma continua firme, mostrando que seu trabalho é sério. O governo do PT inverteu as prioridades que tinha a direita. O reconhecimento que tem sido feito pelo filho do trabalhador vai vir nas urnas deste ano, mais uma vez. Antes no Brasil, só quem era filho de advogado podia ser advogado, assim como o médico etc, o PT quebrou com isso. Hoje o governo federal oferece oportunidades para todos. A revolução cultural e educacional promovida pelo governo federal acaba engajando a população continuar seguindo com esse desejo de mudança. Eu confio no desempenho da presidente Dilma, eu confio no reconhecimento do trabalho feito pelo PT. Por mais uma vez que ocorra uma oscilação nas pesquisas, os números não convergem para os seus adversários.

A sua escolha para vice-governador é um reconhecimento a sua trajetória?

Em 2006 eu fui pra Comissão de Ética do PT, eu fui para a Comissão de Ética em 2009, quando virei secretário, disputei o PED (processo de eleição direta do PT), fazendo a defesa da aliança do PT com o PMDB. Construímos um arco de entendimento em 2010. Procurei todo tempo, dentro da fidelidade que estou sujeito ao nosso partido, a honrar as nossas bandeiras. No trabalho da secretaria de Trabalho e Economia Solidária, mostramos a força do partido. Eu também quero destacar a perseverança, afinal se eu tivesse fraquejado em 2006, nada hoje existiria. O Washington também foi responsável por isso, pois ele abriu as portas com a vaga de vice-governador, sendo um porta-voz. Assim como o Lobão é um nome de marca na política, nós também temos a marca do nome da nossa família que tem um grande trabalho no campo social. O Maranhão precisa cada vez mais distensionar vários entraves. O governo Roseana melhorou muito os índices sociais e precisamos continuar nesse trabalho. E minha caminhada não vem de agora, mas de muito tempo, trazendo a tradição também de participação na política. 

Um comentário em ““Não houve intervenção nacional no PT do Maranhão”, diz José Antônio Heluy”

  1. Anonymous

    8 anos atrás  

    faça entrevista com quem realmente e relevante, assim como lobão esse nunca teve voto para nada.

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