Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

A disputa pelo Senado no Maranhão: duas vagas para mais de uma dezena de candidatos

Se as benesses concedidas aos senadores já era um atrativo para que muitos tivessem a ambição de ocupar o cargo. O ano de 2016 mostrou que muito mais que ficar sentado na Câmara alta do país, o poder de um senador vai além do imaginado, afinal ele tem nas mãos a incumbência de fiscalizar, processar e julgar o presidente da República, ou seja, um status para poucos. Pensando nessas possibilidades e nas duas vagas que vão ser ofertadas em 2018, mais de uma dezena de políticos maranhenses se alvoroçam para conquistar o cargo eletivo.

Do grupo Flávio Dino, pelo menos seis nomes estão sendo postos. Atualmente, o deputado federal Weverton Rocha (PDT) é o nome mais bem posicionado. Bem articulado em Brasília e principalmente no Maranhão, o pedetista não esconde de ninguém o seu desejo de concorrer ao cargo, a eleição de 2016 pode ter impulsionado sua candidatura, uma vez que conquistou importantes vitórias com os aliados em São Luís, Codó, Timon etc.

Quem desponta com força também é o deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSB), que declarou recentemente que para 2018, a sua candidatura é irreversível com ou sem apoio do governador Flávio Dino (PCdoB). O ex-governador sonha em se aposentar como senador e conta com apoio de importantes nomes da classe política local, entre eles do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Zé Reinaldo já anunciou que não fica no PSB e vai disputar o cargo por outro partido, hoje tem convites do DEM, PSDB, PR e outros.

Os nomes de Waldir Maranhão (PP) e Humberto Coutinho (PDT), também estão postos na corrida eleitoral, mas ambos enfrentam problemas. O primeiro tem uma enorme rejeição e teria de driblar os problemas políticos que construiu durante o período que ocupou a presidência da Câmara Federal. Porém o governador teria um compromisso inquebrável com o deputado federal por sua lealdade no impeachment da presidente Dilma. Já o presidente da Assembleia Legislativa enfrenta problemas de saúde e segue em tratamento médico. Ambos não devem seguir no seus partidos.

Também tem potencial, o ex-prefeito de Timon e ex-deputado, Chico Leitoa (PDT). Um dos nomes mais fortes da política maranhense, o líder político da região leste do Maranhão demonstrou após a vitória de Luciano Leitoa (PSB), que está fortalecido e pronto para enfrentar qualquer cargo eletivo em 2018. Leitoa ainda tem o legado do PDT, conhece muito bem o Maranhão e é tido como um dos mais sérios e trabalhadores do estado.

O ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), também não esconde o desejo de concorrer ao cargo, inclusive ele se utiliza da tese que está na hora da região sul do Maranhão possuir um representante no Senado. Com a morte de João Castelo, o tucano da região tocantina ganhou força e insuflado pelo PSDB nacional, ele pode entrar na disputa. Atualmente, a legenda segue com o governador comunista, mas é pouco provável que esta aliança seja mantida em 2018, ou seja, existe a possibilidade de Madeira concorrer em outro grupo político.

Por fim, Hilton Gonçalo (PCdoB). O prefeito de Santa Rita, já anunciou que em 2018 pode disputar um cargo majoritário, apesar de estar no partido do governador, o médico não teria problema de trocar de legenda, caso fosse necessário para consolidar o seu desejo de entrar na disputa pelo Senado. Experiência administrativa e articulação política, Hilton Gonçalo tem de sobra.

Se no grupo do governador Flávio Dino, existe uma intensa disputa. No grupo Sarney não é diferente! O único nome que parece estar consolidado é do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), experiente com oito mandatos de deputado federal, o filho do ex-presidente da República acredita que chegou a sua hora de ocupar um cargo de maior relevância na representação do Maranhão.

Os atuais senadores João Alberto e Edison Lobão, ambos do PMDB, chegaram a afirmar que não buscariam a reeleição, o primeiro disse que se aposentaria e terminaria a carreira como vereador de Bacabal e o segundo entende que é o momento do filho. No entanto, o presidente do PMDB do Maranhão parece ter recuado e agora pode ter uma disputa interna com Lobão Filho pela indicação da vaga.

Entre os independentes que também se colocam na disputa estão: o ex-deputado federal Gastão Vieira (PROS) e a deputada federal Eliziane Gama (PPS). Os dois possuem o entendimento que não existe espaço para eles nos seus grupos de origem, por isso desejam buscar uma via alternativa para concorrer ao cargo.

É pouco provável que todos estes onze nomes apresentados entrem na corrida eleitoral. Com o passar do tempo, a peneira da política vai selecionando, os mais habilidosos e os mais preparados para almejar o cargo. Antes mesmo do período eleitoral de 2018, a disputa promete ser intensa e outros nomes podem surgir.

O que tem direito um senador?

Atualmente, cada senador recebe um salário bruto de R$ 33,7 mil; tem direito a auxílio-moradia mensal de até R$ 3.800,00 (caso não ocupe apartamento funcional em área nobre de Brasília); possui plano de saúde ilimitado para uso próprio e de seus dependentes; cota mensal de R$ 15.000,00 para gastos de material em gabinete e escritório político; gastos de até R$ 8.500,00 para impressão de material de divulgação na gráfica do Senado; assinatura de jornais e revistas; gasto de até R$ 500,00 com telefone fixo; gasto ilimitado com celular; direito mensal a 300 litros de gasolina; além de cinco passagens aéreas de ida e volta por mês para o estado de origem, com gasto que varia de R$ 21.045,20 a R$ 44.276,60.

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