Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

A proteção do voto secreto e aberto

13 de fevereiro de 2014 : 09:14

Na noite de quarta-feira (12), um fato inédito ocorreu no Brasil, Natan Donadon (Sem partido-RO), preso por desvio de dinheiro desde junho de 2013, foi cassado pela Câmara Federal em votação aberta. Simplesmente nenhum parlamentar votou contra a sua cassação, enquanto que em agosto do ano passado, 131 decidiram por não cassar o até então deputado federal. Então o que mudou em tão pouco tempo?

A consciência é que não foi. Mas sim, vergonha na cara. Em agosto de 2013, o voto era secreto, portanto seria impossível saber, quem eram aqueles que defendiam a manutenção de um mandato por corrupto, que desviou R$8 milhões dos cofres públicos. Com a votação aberta, nenhum teve coragem de manter seu corporativismo e se posicionar contra a cassação, afinal em ano eleitoral, pegaria muito mal essa exposição negativa.

Por isso que houve um grande movimento em defesa do voto aberto no Congresso Nacional e nos parlamentos estaduais e municipais do país, afinal essa postura, acaba sendo uma defesa para o povo brasileiro, que mesmo indiretamente pode fazer uma pressão absurda sobre votações esdruxulas.

Mas eis que surge o questionamento, por que não fazer o mesmo tipo de votação nas eleições municipais, estaduais e presidenciais? Exatamente por ter consequência contrária. A população deve ter liberdade de escolher seus representantes, por isso a garantia do voto secreto.

E o que difere a população dos governantes? Simplesmente o cargo que ocupam. Enquanto ocupam os cargos de representantes do povo, estes devem prestar contas de tudo que é feito, afinal as regalias que lhe são garantidas são justificativas suficientes para se exigir transparência total nas atividades realizadas durante seu mandato.

Por isso, o voto secreto e o aberto, eles garantem a democracia e transparência, de acordo com a sua necessidade e aplicação.

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