Escola Popular de Tecnopolítica leva oficinas para bairros de São Luís

A iniciativa percorrerá mais de dez cidades brasileiras com formação gratuita voltada a comunicadores, movimentos sociais, candidaturas, mandatos e organizações defensoras de direitos humanos.
A Escola Popular de Tecnopolítica, Comunicação e Cuidados Digitais promoverá, oficinas presenciais e gratuitas em São Luís, direcionadas aos movimentos sociais, organizações da sociedade civil, jornalistas, comunicadores, comunidade acadêmica e representantes de candidaturas e mandatos progressistas. O objetivo é fortalecer a atuação de quem está na linha de frente da defesa da democracia frente ao avanço da inteligência artificial, da disseminação de desinformação e da intensificação dos ataques digitais durante processos eleitorais.
A primeira oficina acontece no próximo dia 29 de julho, das 14h às 20h, na sede do IESTI, parceiro do projeto, que está localizado na rua da Palma, Centro Histórico. As inscrições podem ser realizados pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScJKIU33MA4W0WNvjhO45WAJLhgzHwwOibmqa7rtsviu2VuIQ/viewform?usp=dialog.
As oficinas foram estruturadas para atender aos desafios impostos pelo ciclo eleitoral de 2026, período em que o Brasil enfrentará, pela primeira vez, um contexto em que ferramentas de inteligência artificial tornam possível a produção de vídeos altamente convincentes por qualquer pessoa com acesso a um telefone celular. A preocupação envolve o crescimento dos deepfakes, das campanhas coordenadas de desinformação, da violência política digital e dos ataques direcionados a jornalistas, movimentos sociais, defensoras e defensores de direitos humanos, especialmente mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e comunidades historicamente vulnerabilizadas.
Cada oficina terá duração de seis horas, com turmas de até 20 participantes, sendo oferecida gratuitamente para organizações, coletivos e grupos elegíveis. A formação pretende ampliar a capacidade de leitura crítica do ambiente digital, fortalecer estratégias de comunicação e desenvolver habilidades voltadas à segurança e à atuação política nas plataformas digitais.
Além das atividades presenciais, o projeto oferece serviços permanentes de apoio às organizações participantes. Entre eles está o Deflect, sistema de proteção contra ataques a sites, e a Maria d’Ajuda, serviço gratuito de assistência emergencial para casos de violência e ameaças digitais, ampliando a rede de suporte para pessoas e coletivos que enfrentam situações de risco no ambiente virtual.

