Ações do Grupo Mateus atingem menor valor desde 2022 após autuação bilionária da Receita Federal

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As ações do Grupo Mateus (GMAT3) registraram nesta quarta-feira um novo patamar de desvalorização, atingindo o menor valor desde 2022. Os papéis encerraram o pregão cotados a R$ 3,58, acumulando uma queda de 58,37% em relação ao maior valor do período exibido no gráfico histórico.
A forte desvalorização ocorre após a divulgação de um Auto de Infração da Receita Federal contra a Armazém Mateus S.A., empresa controlada pelo Grupo Mateus. O Fisco cobra R$ 1,28 bilhão em tributos, multas e juros, questionando a exclusão de créditos presumidos de ICMS da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), referentes aos exercícios de 2022 e 2023.
O mercado reagiu negativamente ao aumento da insegurança jurídica envolvendo a companhia, pressionando as ações para o menor nível em cerca de quatro anos. Além da autuação fiscal, o Grupo Mateus também enfrenta uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Maranhão, que aponta supostas irregularidades sanitárias e práticas abusivas na comercialização de alimentos em unidades da rede.
Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que discorda do entendimento da Receita Federal, sustentando que a cobrança contraria a legislação e a jurisprudência dos tribunais superiores. O Grupo Mateus informou ainda que adotará todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para contestar a autuação e que, neste momento, não constituiu provisão contábil para o valor cobrado.
A sequência de notícias negativas elevou a cautela dos investidores e contribuiu para a queda das ações, que passaram a negociar no menor patamar desde meados de 2022.

