Roberto Rocha consegue adiamento de audiência no STF após passar mal por conta de pressão alta

O ex-senador Roberto Rocha conseguiu o adiamento de uma audiência que seria realizada nesta segunda-feira (23) no Supremo Tribunal Federal (STF) após apresentar problemas de saúde. Segundo atestado emitido pelo Hospital São Domingos, em São Luís, ele foi atendido com quadro de hipertensão arterial descontrolada e recebeu recomendação médica para afastamento das atividades laborais e repouso relativo por cinco dias.

As imagens divulgadas mostram o ex-senador sendo monitorado em casa antes de procurar atendimento médico. O documento médico, datado de 23 de junho de 2026, informa que Roberto Rocha, de 60 anos, foi diagnosticado com hipertensão arterial (CID I10), condição que inviabilizou sua participação na audiência prevista no Supremo.

A audiência integra a Ação Penal nº 2.843, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, originada de uma queixa-crime apresentada pelo ministro do STF Flávio Dino. O processo apura supostos crimes de calúnia e difamação atribuídos a Roberto Rocha em declarações públicas feitas contra Dino.  

De acordo com manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, o ministro Alexandre de Moraes decidiu, em 3 de junho deste ano, pela realização da audiência de instrução após concluir que não havia elementos para absolvição sumária do ex-senador.  

A PGR também se manifestou contra recurso apresentado pela defesa de Roberto Rocha, que questionava a fundamentação da decisão que marcou a audiência. Segundo o órgão, o recurso apenas repetiu argumentos já analisados pelo STF, sem apresentar fatos novos capazes de modificar o entendimento da Corte.  

No documento, Paulo Gonet destaca ainda que a Primeira Turma do STF já havia recebido a queixa-crime por entender que existem indícios mínimos para a continuidade da ação penal e que não há, neste momento, causas evidentes para absolvição do acusado.  

Com a apresentação do atestado médico, a defesa de Roberto Rocha solicitou o adiamento da audiência, que deverá ser redesignada pelo Supremo Tribunal Federal para uma nova data.

Até o momento, não há informações sobre a nova agenda do processo nem sobre eventual manifestação do STF acerca do pedido de remarcação. O estado de saúde do ex-senador é considerado estável, mas ele permanece sob orientação médica para repouso e controle da pressão arterial.

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