Encontro do Povo de Axé de Paço do Lumiar

O Encontro do Povo de Axé de Paço do Lumiar será um importante espaço de diálogo, escuta e fortalecimento das comunidades tradicionais de matriz africana na Grande Ilha. Promovido pelo Comitê de Cultura do Maranhão em parceria com o Ilê Axé Algbede Olodumare (Casa de Mãe Venina D´Ogum). O encontro reunirá povos de terreiro, juventudes, lideranças comunitárias e agentes culturais para debater temas fundamentais ligados à ancestralidade, aos direitos culturais e à liberdade religiosa.
O Encontro destaca pontos importante como Território e Sustentabilidade, Serviços Públicos e Racismo, Conhecimentos e Inovações, Autonomia e Insumos Rituais.
No tópico território e sustentabilidade, abordando a relação das comunidades de terreiro com a preservação da memória, das práticas culturais, dos ofícios tradicionais e dos modos de vida sustentáveis construídos historicamente pelos povos tradicionais frente aos mercado imobiliário.
Durante a entrevista, pode-se destacar a importância de construir espaços coletivos que valorizem os saberes ancestrais e fortaleçam a organização comunitária dos povos de axé, especialmente em um contexto em que ainda persistem situações de racismo religioso e invisibilização das tradições afro-brasileiras.
Outro eixo importante do debate envolve os desafios enfrentados pelas comunidades no acesso aos serviços públicos e na garantia de direitos, evidenciando a necessidade de enfrentamento ao racismo religioso e de fortalecimento das políticas públicas voltadas às populações tradicionais. A programação também abrirá espaço para discutir educação, memória e comunicação, reconhecendo os conhecimentos ancestrais como formas legítimas de produção de saber e destacando o papel das juventudes na preservação e difusão dessas tradições.
A entrevista pode ainda abordar questões relacionadas à autonomia das comunidades de terreiro, especialmente no que diz respeito aos insumos rituais, à economia comunitária e à garantia do direito ao exercício das práticas tradicionais. O encontro busca reafirmar a importância da cultura de matriz africana na construção da identidade maranhense e fortalecer redes de articulação entre comunidades, coletivos culturais e movimentos sociais.


