Duarte dispara: “o sistema tentou me tirar do jogo e eu voltei dono da mesa”

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Em tom de enfrentamento e assumindo postura de quem aposta tudo em um novo capítulo político, Duarte confirmou que deve disputar uma vaga ao Senado nas próximas eleições. A decisão marca uma mudança radical de rota após uma sequência de episódios que, segundo aliados, praticamente inviabilizaram sua permanência na disputa proporcional para deputado federal.
Duarte relata ter sido expulso do União Progressista e, posteriormente, barrado em outras legendas por não integrar o acordo político firmado em torno da CPMI do INSS. A resistência de partidos tradicionais em abrigar seu projeto eleitoral acabou reduzindo drasticamente suas opções no cenário político.
Sem espaço nas principais siglas e diante de um cenário considerado desfavorável para uma tentativa de reeleição à Câmara Federal, Duarte encontrou abrigo no Avante. No entanto, interlocutores próximos admitem que a estrutura partidária não oferece condições competitivas para manter seu mandato de deputado federal.
Foi nesse contexto que surgiu a decisão de entrar na disputa majoritária. A candidatura ao Senado passa a ser tratada como uma estratégia de sobrevivência política, mas também como um movimento de confronto direto contra grupos que, segundo Duarte, tentaram isolá-lo politicamente.
“O sistema tentou me tirar do jogo e eu voltei dono da mesa”, afirmou Duarte, em declaração que já começa a repercutir nos bastidores da política estadual.
A fala reforça o discurso de independência que o parlamentar pretende adotar durante a campanha. A aposta agora é transformar o desgaste político em capital eleitoral, buscando apoio de eleitores insatisfeitos com os acordos tradicionais da classe política.
Aliados classificam a decisão como uma jogada de “tudo ou nada”. Sem margem para recuar e fora dos grandes acordos partidários, Duarte aposta na exposição, no discurso de enfrentamento e na narrativa de perseguição política para tentar viabilizar uma candidatura competitiva ao Senado.
Duarte está disposto a compor com o desafeto Eduardo Braide, mas se as portas não se abrirem, ele está disposto a concorrer de forma avulsa.


Entre o Duarte e o Weverton Rocha prefiro o primeiro. Portanto votarei no deputado para o senado.