Preços nas alturas: IAPE eleva ingressos em 200% para enfrentar o Moto Club

A diretoria do IAPE surpreendeu torcedores ao divulgar os preços dos ingressos para o confronto contra o Moto Club, marcado para o próximo sábado, 25 de abril. Os valores anunciados estão acima do que vinha sendo praticado no futebol maranhense e já provocam forte repercussão entre os torcedores.
Os ingressos custarão R$120 para o setor de cadeiras cobertas e R$80 para as arquibancadas, um reajuste de 200% em menos de um mês. Não haverá ingresso solidário, prática comum em partidas recentes, mas serão disponibilizadas meias-entradas por R$60 e R$40, respectivamente.
A justificativa informal nos bastidores seria uma espécie de “reciprocidade” em relação aos preços adotados por outras diretorias no estado. No entanto, um levantamento recente mostra valores inferiores. O Sampaio Corrêa, por exemplo, cobrou R$50 nas cadeiras cobertas e R$25 nas arquibancadas em seu último jogo.
Já o próprio Moto Club, em confronto recente contra o Sampaio, adotou o modelo de ingresso solidário, com preços de R$60 + 1 kg de alimento para cadeiras cobertas e R$30 + 1 kg de alimento para arquibancadas. O próprio IAPE, na primeira rodada da competição, havia cobrado R$40 para cadeiras cobertas e sequer abriu o setor de arquibancadas.
A mudança brusca nos valores levanta questionamentos. Sem grande presença de público em jogos anteriores, o IAPE passou a ser acusado por parte da torcida de tentar reduzir a presença de torcedores adversários, especialmente do Moto Club, por meio de preços considerados elevados — em alguns casos, chegando ao triplo do valor anteriormente praticado.
Para efeito de comparação, os preços definidos para IAPE x Moto se aproximam dos cobrados em partidas de maior apelo nacional, como o confronto entre Flamengo e Vitória, pela Copa do Brasil, realizado no Maracanã.
Nas redes sociais oficiais do clube, a reação tem sido majoritariamente negativa. Torcedores criticam a política de preços e afirmam que o momento seria ideal para aproximar o público, e não afastá-lo. A diretoria, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre as críticas.




