Ministério Público processa 11 salões de beleza em São Luís e pede R$ 1,1 milhão por falhas sanitárias
3 de março de 2026 Diego Emir
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou uma Ação Civil Pública contra 11 salões de beleza em São Luís após constatar irregularidades consideradas graves nas áreas sanitária, de biossegurança e de prevenção a incêndios. A investigação foi conduzida pela 11ª Promotoria de Justiça Especializada.
De acordo com o MP, as falhas verificadas expõem clientes a risco concreto de contaminação por doenças como hepatites B e C e HIV, principalmente em razão da inexistência ou inadequação dos procedimentos de esterilização dos instrumentos utilizados nos atendimentos.
As primeiras fiscalizações foram realizadas pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros. Dos 12 estabelecimentos inspecionados, apenas o Haus 265 conseguiu sanar integralmente as pendências apontadas e, por esse motivo, ficou de fora da ação judicial.
Foram acionados judicialmente:
Be Beauty (Olho D’água e Ponta do Farol);
Centro de Beleza Eunice Queiroz (Parque Shalon);
Márcia Lima Salão & Estética (Parque Athenas);
Dot Beauty (Calhau);
Dom Concept (Calhau);
Lushe Beauty (Parque Atlântico);
Drili Beauty House (Calhau);
Autier Studio (Ponta do Farol);
Studium Jaqueline Mendes (Cohama);
Celso Kamura (Calhau).
A apuração teve início após denúncias indicando que materiais como alicates, tesouras e lâminas não estariam passando por esterilização adequada. Segundo o Ministério Público, houve relatos de que o procedimento estaria sendo apenas simulado, com a colocação dos instrumentos em embalagens apropriadas sem que fossem submetidos ao ciclo completo de autoclave.
Mesmo depois de inspeções anteriores promovidas pelos órgãos de fiscalização, as irregularidades teriam persistido, o que levou ao ingresso da ação na Justiça.
Relatórios da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Sanitária (SVES) apontaram diversas inconformidades, entre elas:
Esterilização deficiente: ausência de espaço exclusivo para higienização dos instrumentos e falta de controle sobre o funcionamento da autoclave;
Produtos fora do prazo: apreensão e descarte de cosméticos vencidos, como shampoos e cremes;
Gestão inadequada de resíduos: inexistência do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e descarte irregular de materiais perfurocortantes;
Irregularidades no licenciamento: funcionamento sem Licença Sanitária e ausência de Atestados de Saúde Ocupacional para funcionários.
Embora a maioria dos estabelecimentos tenha regularizado as exigências relacionadas à segurança contra incêndio, as pendências sanitárias continuaram sendo registradas em novas vistorias.
Na ação, o MP requer a condenação dos 11 salões ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor total de R$ 1,1 milhão — o equivalente a R$ 100 mil por estabelecimento.
O órgão também solicita a concessão de liminar determinando que os réus apresentem, em até 30 dias, toda a documentação sanitária obrigatória e comprovem a adoção permanente de protocolos adequados de esterilização. Em caso de descumprimento, o pedido inclui multa diária de R$ 10 mil.
A iniciativa busca resguardar os consumidores e assegurar que os serviços de estética operem em conformidade com as normas de saúde pública.


Por notícias como essa que muitos jornalistas estão sendo processados. Infelizmente, tem mais cunho sensacionalista do que informativo. A matéria generaliza os problemas supostamente encontrados pela fiscalização, espalhando medo nos clientes. Frequento 3 desses salões, be beauty, lushe e dom, e todos estão com seus respectivos alvarás de funcionamento em dia , são estabelecimentos que primam pela segurança dos clientes e funcionários, e não foram multados. Denúncias devem ser investigadas e a vigilância sanitária fez o seu ttabalho. Contudo, tem- se que ter responsabilidade na divulgação, pois se feita de forma incompleta ou equivocada, pode acabar com a boa reputacão construida ao longo dos anos, prejudicando não somente os proprietários, mas também funcionários e colaboradores.