Filipe Luís não é mais treinador do Flamengo: a demissão absurda expõe dirigentes do Flamengo mais uma vez

A demissão de Filipe Luís escancara um problema crônico no futebol brasileiro: a incapacidade de dirigentes sustentarem projetos vitoriosos. No caso do Clube de Regatas do Flamengo, a decisão atinge um nível ainda mais incompreensível.
Em menos de dois anos, Filipe Luís conquistou Campeonato Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Uma prateleira de troféus que muitos treinadores consagrados levaram décadas para montar — quando conseguiram. Ainda assim, não foi suficiente para mantê-lo no cargo. A pergunta que ecoa entre torcedores e analistas é simples: o que, afinal, garante estabilidade na Gávea?
A responsabilidade recai diretamente sobre o presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP. Ao optar pela troca no comando técnico após uma sequência tão expressiva de títulos, ele envia uma mensagem preocupante: no Flamengo atual, vencer não basta. É preciso atender a critérios que parecem mais políticos do que esportivos.
Não se trata de blindar treinadores contra críticas — o futebol é movido por resultados e desempenho. Mas quando os resultados são históricos, a demissão deixa de ser técnica e passa a ser simbólica. Simboliza impaciência, vaidade administrativa ou a tentativa de imprimir marca própria a qualquer custo, mesmo que isso signifique desmontar uma engrenagem vencedora.
O Flamengo, dono de uma das maiores torcidas do mundo e de um dos elencos mais valiosos da América do Sul, deveria dar exemplo de profissionalismo e planejamento. Em vez disso, repete o roteiro comum no país: troca-se o comandante ao primeiro sinal de turbulência, ignorando o lastro de conquistas recentes.
Filipe Luís, que já tinha história como jogador, consolidava uma trajetória promissora como treinador. Interromper esse processo após títulos de peso é mais do que uma decisão administrativa — é uma escolha que pode custar caro esportivamente e institucionalmente.
No fim das contas, a diretoria rubro-negra precisa explicar qual é o projeto. Porque se ganhar Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores em menos de dois anos não é suficiente, então o problema definitivamente não estava no banco de reservas — estava na sala da presidência.


Esses dirigentes do Flamengo, depois de ter rasgado dinheiro na compra do Paquetá, agora faz outra cagada em demitir o Felipe…..quem é sem vergonha é essa diretoria.
Isso é ridículo, quem deveria sair é a presidência do Flamengo.