
Antes aliados e amigos, agora Weverton e Fufuca não sentam na mesma mesa. E o nível de adversidade está tão alto que aliados do senador Weverton Rocha (PDT) avaliam que a pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto EPO teria sido encomendada com o objetivo de “matar” politicamente a pré-candidatura do pedetista à reeleição ao Senado em 2026.
Segundo esses aliados, a divulgação do estudo atende a interesses diretos do ministro do Esporte, André Fufuca, apontado como o principal beneficiário político do levantamento. A leitura interna é de que a pesquisa foi usada como instrumento de pressão e narrativa, buscando e induzir a percepção de enfraquecimento do senador pedetista.
Integrantes do grupo de Weverton destacam que o senador, até pouco tempo atrás, figurava em posição confortável em levantamentos de consumo interno e mantinha protagonismo no debate sobre a sucessão ao Senado. Por isso, a mudança brusca de cenário apresentada pela pesquisa causou estranheza e reforçou a desconfiança quanto às reais motivações por trás da divulgação.
Os detalhes não passaram despercebidos por aliados e que inclusive ligou alerta sobre os bradonistas, mantendo a certeza que Fufuca joga de forma dupla para agradar todos os lados.
Além de querer matar “Weverton”, a EPO deu um novo fôlego a pré-candidatura de Felipe Camarão, o colocando com 12%, fora de qualquer número real. Mas para não irritar Brandão, o colocou em primeiro para a disputa do Senado.
Cientes da movimentação, aliados de Weverton afirmam que o grupo não pretende assistir passivamente ao que classificam como tentativa de desidratar a pré-candidatura. Uma resposta política estaria sendo preparada, envolvendo tanto a ampliação do diálogo com bases eleitorais quanto a apresentação de novos dados e contrapontos capazes de recolocar Weverton Rocha no centro da disputa.
Para o entorno de Weverton, a reação será “à altura”, com o objetivo de neutralizar movimentos considerados hostis e reafirmar a viabilidade do projeto de reeleição do senador no Maranhão.

