De Waldir Maranhão a Fufuca: o PP repete sua própria história no Maranhão

A política maranhense, marcada por reviravoltas e traições, acaba de assistir a mais um capítulo curioso de sua própria história: André Fufuca, hoje ministro do Esporte de Lula, foi afastado do comando do Progressistas (PP) no Maranhão — exatamente como aconteceu, em 2016, com seu antecessor, Waldir Maranhão.
Na época, Waldir foi punido por ter se posicionado contra o impeachment de Dilma Rousseff, contrariando a orientação do partido. O gesto lhe custou a presidência estadual do PP, mas o colocou nos holofotes nacionais ao assumir interinamente a Câmara dos Deputados após a queda de Eduardo Cunha. Ironicamente, foi justamente a destituição de Waldir que abriu espaço para a ascensão de Fufuca dentro da legenda.
Agora, quase dez anos depois, o enredo se repete — com os papéis invertidos. Fufuca, que cresceu politicamente a partir da queda de Waldir, enfrenta a mesma punição: foi afastado do comando partidário por se recusar a romper com o governo do PT.
A história, como se diz, tem um senso de humor peculiar. O PP maranhense parece viver num eterno ciclo de lealdades e punições, sempre ditadas por decisões tomadas em Brasília e com reflexos diretos no tabuleiro local.
Enquanto Waldir foi punido por defender o PT num momento de crise, Fufuca sofre sanção por manter-se aliado do mesmo partido em um momento de poder. O que muda é o cenário; o que permanece é a dificuldade do Progressistas de conciliar pragmatismo político com coerência ideológica.
No fim, o episódio revela mais sobre o Maranhão do que sobre o próprio PP: um estado onde as alianças mudam conforme o vento nacional, e onde o poder partidário é, mais do que nunca, um espelho da conjuntura em Brasília.
Se ontem o “erro” de Waldir abriu caminho para Fufuca, hoje o “erro” de Fufuca pode abrir espaço para uma nova geração de progressistas maranhenses. A política, afinal, continua girando — e, no Maranhão, ela gira em círculos.
Na época, Waldir bancou até o final a sua candidatura ao Senado, terminou derrotado e sem mandato. Fufuca está disposto a dobrar a aposta…


“Infelizmente, meu voto não tera!!!! O candidato ao Senado escolhido não representa minha opção — sigo firme com meus princípios.”