Reportagem de O Estadão evidencia investigação da PF em relação ao presidente do TCE/MA

A Polícia Federal investiga suposta cobrança de propina por um sobrinho do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), em contratos estaduais. As suspeitas surgiram a partir do assassinato de um homem em São Luís (MA), em agosto de 2022.
Daniel Brandão, hoje presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA) e então secretário do governo, esteve com os envolvidos no crime minutos antes dos disparos, segundo depoimentos. O atirador chegou a se apresentar como “amigo” dele. Apesar da proximidade, Daniel nunca foi chamado para depor pela polícia estadual.
Lorena da Silva Santos, companheira de Gilbson Júnior — assassino confesso condenado a 13 anos de prisão — relatou à PF que Daniel era beneficiário de parte da propina arrecadada, junto com o vereador Beto Castro (Avante).
“O valor ia ser dividido assim: um tanto ia ficar com meu marido, um tanto ia ficar com Beto Castro e um tanto ia para Daniel. Ia ser dividido e era para usar na campanha da eleição que ia acontecer. Mas foi descontada uma dívida trabalhista da empresa. E não saiu nem um centavo para ninguém”, afirmou Lorena ao Estadão.
Com base nesse depoimento, a PF abriu um inquérito e enviou o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em razão do foro privilegiado de Daniel. O relator, ministro Humberto Martins, determinou a transferência de Gilbson do presídio de Pedrinhas (MA) para a penitenciária federal de Brasília, em 31 de maio deste ano.
Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma briga envolvendo a divisão de uma propina cobrada de empresas. João Bosco de Oliveira Sobrinho, ligado a Castro, foi assassinado com três tiros em um prédio comercial na principal avenida de São Luís.
A investigação conduzida pela Polícia Civil constatou que Daniel e Beto Castro participaram de uma conversa que antecedeu o crime, em 19 de agosto de 2022. O encontro teria como objetivo resolver o rateio de R$ 778 mil pagos a uma empresa de vigilância que prestou serviços ao governo em 2014.
De acordo com os investigadores, Castro não recebeu sua parte e cobrou Gilbson no encontro. O impasse evoluiu para ameaças, e João Bosco, conhecido como “cobrador de agiotas”, foi acionado. Pouco depois, Bosco acabou morto a tiros.
Meses depois, Gilbson e a família apresentaram novos fatos à PF, que então abriu investigação para apurar um suposto esquema de propina.
Procurado, Daniel Brandão negou envolvimento em ilícitos e afirmou ter sido vítima de ameaças e tentativa de extorsão por parte da família de Gilbson Júnior. “Rejeito, de forma categórica e veemente, qualquer tentativa de associar minha imagem a práticas ilícitas, por serem falsas, infundadas e destituídas de materialidade”, declarou.
O governo do Maranhão afirmou que a Polícia Civil realizou todas as diligências necessárias para esclarecer o assassinato e que um segundo procedimento, concluído em fevereiro deste ano, apurou a participação de agentes públicos em atos de corrupção. Segundo nota oficial, os inquéritos atingiram seu objetivo, não havendo necessidade de diligências complementares.
A apuração da PF segue em fase inicial. Até o momento, não há indícios de envolvimento direto do governador Carlos Brandão.


Assim que começaram os comentários da cassação do Dr. Jackson Lago, uns diziam que não era possível um governador que não cometeu crime ser cassado, outros alertavam para a influência de Sarney, no judiciário, outros diziam que a cassação era questão de tempo e outros diziam que se o governador fosse cassado haveria uma revolta como houve na Balaiada. Conclusão: ” o Governador, Jackson Lago, foi cassado, sumariamente, não houve balaiada, e Roseana tomou posse do governo. Portanto esse fime pode ter reprise!!!