Pastor Gil reage no STF e diz que acusação de propina é totalmente falsa

O deputado federal Pastor Gil (PL-MA) prestou depoimento nesta quinta-feira, 28 de julho, ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de investigação que apura suposta solicitação de propina a prefeitos para liberação de recursos federais entre janeiro e agosto de 2020. O parlamentar negou veementemente as acusações, classificando-as como “completamente falsas”.
De acordo com a denúncia, o prefeito de São José de Ribamar à época, Eudes Sampaio Nunes, teria sido alvo de pressões por parte de parlamentares e terceiros interessados. No entanto, Pastor Gil afirmou nunca ter solicitado valores para destinação de emendas e reforçou que jamais participou de qualquer esquema do tipo. O que já tinha sido atestado no depoimento do ex-prefeito denunciante, Eudes Sampaio.
Ao ser questionado sobre uma anotação em que continha seu nome e foi apresentada como prova, o deputado federal Pastor Gil foi firme: “Eu posso dizer que isso aqui é um lixo, que é uma coisa falsa, que alguém fez. Eu não fiz aquilo, não tem nada meu. Isso aqui foi algo que usaram meu nome. Agora, alguém pegar isso aqui e me acusar, sem ter nada meu que comprove isso aqui, é uma leviandade”, declarou o deputado.
Outro parlamentar citado, Bosco Costa, também negou qualquer envolvimento, afirmando que a acusação “não é verdadeira” e que desconhece pessoas mencionadas na denúncia. Ele ainda disse nunca ter visto o documento apreendido pela investigação que trazia seu nome e o de outros políticos. “Não tenho ideia do porquê meu nome aparece ali”, pontuou.
Pastor Gil, ao ser questionado sobre o documento, disse acreditar que ele esteja relacionado ao empresário conhecido como “Pacovan”, apontado como alguém que utilizava indevidamente nomes de terceiros. “Ele tinha esse perfil de usar o nome de outras pessoas. Era mentiroso”, explicou.
Já o deputado Josimar de Maranhãozinho, também citado no processo, optou por permanecer em silêncio durante a oitiva.
Ainda nos depoimentos desta quinta-feira, Rocha Filho um dos ouvidos, apontou que Pacovan (assassinado em 2024), ficava sabendo da destinação de recursos federais de parlamentares maranhenses e usava dessa informação para chantagear os prefeitos, tanto que ele diz ter ouvido os nomes de outros políticos como Hildo Rocha e o ex-senador Roberto Rocha.
Com as oitivas, o STF deve dar prosseguimento às investigações para esclarecer os fatos. Tanto Pastor Gil quanto Bosco Costa reforçaram confiança na Justiça e disseram esperar que a verdade prevaleça.

