Felipe Camarão ignora passagem pela SEDUC na gestão Brandão ao listar trajetória em cargos públicos

O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), publicou neste domingo (26) uma postagem em seu perfil no Instagram destacando sua trajetória profissional no serviço público antes de ser eleito vice-governador. No entanto, chamou atenção a omissão de sua atuação como secretário de Educação na gestão do atual governador Carlos Brandão (PSB), ou seja, ele ignorou o tempo que esteve como titular da pasta entre janeiro de 2023 e julho de 2024.
Na publicação, ao som da música “Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou”, de Jorge Aragão, Camarão listou dez cargos que ocupou ao longo da carreira, reforçando sua experiência técnica e política, sobretudo durante os governos de Zé Reinaldo e Flávio Dino. Entre as funções citadas estão a de conciliador da Justiça Federal, procurador federal da AGU, secretário de Gestão e Previdência (SEDEP), secretário de Cultura (SECMA), secretário de Governo (SEGOV) e secretário de Educação — todos mencionados como exercidos durante o governo Flávio Dino.
Contudo, ao mencionar o cargo de secretário de Educação, Felipe não fez referência ao fato de que também ocupou a função já na gestão de Brandão, depois de ter sido eleito vice-governador. A ausência pode ser interpretada como uma tentativa de destacar sua proximidade com Flávio Dino, atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e minimizar sua vinculação com o atual governador, o que aumenta o tensionamento e a especulação de que ele não vai abrir mão de disputar o Governo do Maranhão em 2026.
Transcrição da publicação de Felipe Camarão:
“Lembram que outro dia eu postei minha aprovação, nomeação e até meu certificado de escrivão da polícia civil? Pois é. Neste fim de domingo, ao som de Jorge Aragão (“respeite quem pôde chegar onde a gente chegou”), posto algumas outras nomeações da minha experiência profissional antes de ser eleito vice governador do estado:
1- conciliador da justiça federal aprovado em seletivo;
2- assessor da saudosa Dra. Nea Bello na corregedoria geral do estado, no governo Zé Reinaldo;
3- superintendente do PROCON, na gestão do então secretário Salvio Dino Jr, no governo Zé Reinaldo;
4- analista do TJ/MA, aprovado em concurso público;
5- procurador federal, da AGU, aprovado em concurso público;
6- secretário de gestão e previdência SEGEP, no governo Flávio Dino;
7- secretário de cultura SECMA e depois secretário de governo SEGOV, no governo Flávio Dino;
8- presidente da fundação da memória republicana, no governo Flávio Dino;
9- secretário de educação, no governo Flávio Dino;
10- reitor do IEMA, no governo Flávio Dino.”*
Com a publicação, Camarão reforça sua identidade política vinculada à era Dino, que ainda exerce forte influência no campo progressista maranhense, mas, ao mesmo tempo, evidencia um possível distanciamento político em relação ao governador Brandão, com quem divide a atual administração estadual.



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