Militar assassinado em São Luís era casado com dermatologista e deixa dois filhos de 1 e 3 anos
A morte do major André Felipe, da Polícia Militar do Maranhão, ocorrida na tarde desta quarta-feira (30), no bairro do São Francisco, em São Luís, deixou consternados familiares, colegas de farda e toda a sociedade maranhense. O oficial, vítima de um ataque a tiros, era considerado um profissional exemplar e um homem de família profundamente dedicado.
Casado com a médica dermatologista Rafaella Pavez, o major deixa dois filhos pequenos: uma menina de 3 anos e um menino de apenas 1 ano de idade. Amigos próximos relatam que, fora da farda, André era um pai presente e um marido amoroso, sempre dedicado ao bem-estar da família.
A tragédia abalou não apenas a corporação militar, mas também os círculos sociais em que o major e sua esposa atuavam. O casal era bastante conhecido em São Luís, especialmente no meio profissional e entre amigos próximos.
O comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Roberto, classificou o crime como “lamentável” e afirmou que toda a Polícia Militar está mobilizada na busca pelos responsáveis. “A morte do major André Felipe é uma perda dolorosa para todos nós. Era um policial íntegro, comprometido com a segurança da população e, acima de tudo, um homem de família. Não mediremos esforços para fazer justiça”, declarou.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que já realiza diligências para identificar e capturar os criminosos. A morte de André Felipe reacende o debate sobre a segurança dos agentes públicos e a crescente violência nas áreas urbanas da capital.
Andre Felipe estava no Gabinete Militar da Assembleia Legislativa do Maranhão desde fevereiro de 2023.
Informações sobre o velório e sepultamento devem ser divulgadas nas próximas horas.


Esses malditos que estao andando ai de moto, roubando as pessoas! Porra! Pq nao se faz uma ação continua para acabar e sufocar com isso? Ninguém aguenta mais!
É assalto a cada minuto!!!
Tem viatura!
Tem PM!
Vamos sufocar essa bandidagem!!
ESTADO E OS LIMITES DO DISCURSO DE JUSTIÇAMENTO*
Governador Carlos Brandão,
As recentes declarações de Vossa Excelência, nas quais empregou expressões como “Nossas forças de segurança não vão descansar até prender os envolvidos. Já determinei o início imediato das buscas e investigação, para que a justiça seja feita com todo o rigor da lei.” para referir-se à perseguição de um homicida, suscitam profunda reflexão sobre os limites da atuação estatal em um Estado Democrático de Direito. Embora reconheçamos a legitimidade da indignação popular e do dever constitucional de combater a criminalidade, é imperioso lembrar que a autoridade máxima de um Estado não pode se confundir com a figura do justiceiro.
A Constituição Federal de 1988 é clara: o Estado deve agir com rigor, mas sempre dentro da legalidade. Quando um governador adota retórica que ecoa a lei de Talião (“olho por olho”), corre-se o risco de:
•Incentivar abusos por parte das forças de segurança, como prisões arbitrárias ou violações de direitos humanos;
•Minar a credibilidade das instituições, substituindo a justiça processual por espetáculos de punição sumária;
•Alimentar ciclos de violência, já que a linguagem bélica (“justiça seja feita”) tende a legitimar confrontos em vez de soluções estruturais. Se o Estado reproduz a lógica do “inimigo a ser eliminado”, como diferenciá-lo daqueles que pretende combater? A história recente do Brasil mostra que operações baseadas em discursos de “guerra” frequentemente resultam em:
•Mortes de inocentes (como em operações policiais com altas taxas de letalidade);
•Erosão da confiança pública (dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que 76% das vítimas de intervenção policial são negras e periféricas);
•Impunidade para agentes do Estado que cometem excessos, sob o pretexto de “combate ao crime”. Senhor Governador, a sociedade maranhense clama por segurança, mas também por respeito aos direitos fundamentais. Sugerimos que Vossa Excelência priorize:
•Inteligência policial com bases técnicas, não emocionais;
•Fortalecimento do Ministério Público e do Judiciário para assegurar investigações ágeis e legalidade nas prisões;
•Políticas preventivas (emprego, educação e inclusão social) que ataquem as raízes da violência. A Força do Estado Reside na Lei, não na Força Bruta. Um governante não é um vingador, mas o guardião da ordem legal. Conclamamos Vossa Excelência a revisitar o discurso público, substituindo a linguagem da vingança pela da justiça eficiente e imparcial. O Maranhão merece um líder que una firmeza contra o crime e inalterável respeito à dignidade humana – pois só assim se constrói uma paz duradoura
Carlos Farias, enfie esse seu texto hipócrita e medíocre bem no fundo da “sua terminação retal”, caro “cidadão”.
Concordo. Enfia essa retórica no rabo Carlos.
Um comentário muito bem elaborado! Parabéns por sua retórica!
Carlos Farias, faz um favor… Vai mama em outro, o que tu quer ta mole.
Carlos Farias,
E se avitima fosse alguém da sua famíla?
alguém que você ama?… muito belo o seu discurso mas o governador está correto tem que ir pra cima mesmo, tem que ter rigor no combate a maldade….precisamos de paz . bandido não tem coração. O governador tem o apoio da população.