Falta exatamente 1 ano para o provável fim dos governos Brandão e Braide. O que políticos pretendem fazer?

Faltando exatamente um ano para o prazo final de desincompatibilização para aqueles que pretendem disputar as eleições de 2026, o cenário político do Maranhão segue indefinido. Tanto o governador Carlos Brandão (PSB) quanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), podem estar vivendo o último ano de seus mandatos caso decidam entrar na corrida eleitoral. Mas as especulações ainda dominam o debate, sem definições concretas.
Brandão, por exemplo, pode optar por permanecer até 31 de dezembro de 2026, focado em eleger seu sobrinho Orleans Brandão como seu sucessor. No entanto, há quem aposte que ele renunciará em abril do próximo ano para disputar o Senado, abrindo caminho para o vice Felipe Camarão (PT) concorrer ao governo com seu apoio.
A história política do Maranhão já mostrou que optar por ficar até o fim do mandato para eleger um aliado, existe um alto preço. O ex-governador José Reinaldo Tavares, ao tentar eleger um aliado em 2006 e conseguiu (Jackson Lago venceu), ficou sem mandato, foi preso e nunca conseguiu se eleger senador, mesmo sendo um nome forte da política maranhense.
No caso de Eduardo Braide, o dilema é semelhante. Até hoje, apenas Jackson Lago renunciou ao cargo de prefeito de São Luís para disputar o governo, em 2002, e acabou derrotado pelo mesmo Zé Reinaldo que lhe apoiou 4 anos depois. Ainda assim, Braide lidera as pesquisas de intenção de voto, o que pode torná-lo um candidato competitivo ao Palácio dos Leões. Mas sua saída antecipada abriria espaço para a vice-prefeita Esmênia Miranda, que não possui expressão política, o que poderia enfraquecer a gestão municipal até o fim do mandato.
Entre as apostas, há quem acredite que apenas Brandão renunciará para a disputa estadual, enquanto Braide permanecerá até o fim. Outros dizem que ambos cumprirão seus mandatos integralmente. E há ainda quem enxergue um cenário no qual os dois deixam seus cargos e se enfrentam nas urnas em 2026.
Por ora, tudo é especulação. Mas a contagem regressiva para o desfecho desse xadrez político já começou.
Vale lembrar que em 2026, o 1º turno das eleições para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual ocorrem 4 de outubro, portanto o prazo final para desincompatibilização será 3 de abril de 2026.

