Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Parceria possibilita que a UFMA siga tendência internacional de lançamento de nanossatélites

5 de setembro de 2020 : 09:21

O Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em agosto, garante capacitação técnica e o desenvolvimento de um projeto de nanossatélite, de propriedade brasileira, da categoria CubeSats (pequenos satélites de pesquisas espaciais e para comunicações com solo terráqueo).

O Brasil, em sua corrida espacial, tem apostado em projetos de lançamento de foguetes para satélites menores, tendência internacional denominada New Space, em que organizações governamentais e empresas desenvolvem equipamentos menores e com ciclo de vida mais curto, como o projeto do Cubesat da UFMA, um nanossatélite baseado em módulos padronizados de 10x10x10 centímetros.

O projeto teve início em uma reunião de coordenadores dos cursos de Engenharia Aeroespacial, em fevereiro de 2020, promovida pela AEB, que contemplou algumas universidades com o patrocínio para o desenvolvimento dos nanossatélites, solicitando projetos e planos de trabalho.

O nanossatélite desenvolvido pela UFMA se chama Aldebaran I, e sua finalidade principal é ser utilizado como retransmissor de sinal para auxiliar no resgate de pescadores e embarcações na região do município de Raposa, MA. Ele receberia o sinal do pescador perdido e emitiria para a estação mais próxima, indicando nesse sinal o local onde estaria o pescador, para que fosse resgatado o mais rápido possível. Esse projeto é coordenado pelo professor da UFMA Carlos Alberto Rios Brito Júnior, doutor em Engenharia Aeronáutica e Mecânica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA-SP). Outro propósito do CubeSat é utilizá-lo para verificar a qualidade do sinal de transmissão na ionosfera (parte superior da atmosfera), estudo desenvolvido pelo mestrado de Engenharia Aeroespacial.

O projeto, desenvolvido no Laboratório de Sistemas Espaciais Alcântara-UFMA, será implantado com parte do recurso. Esse projeto faz parte do Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento em Nanossatélites da UFMA, e nele os alunos poderão trabalhar em nível acadêmico com conceitos que são vistos nos grandes fabricantes de satélites do mundo.

O presidente da AEB, Carlos Moura, destacou que a UFMA é um dos pilares da capacidade centífico-tecnológica espacial do Brasil, importantíssima para o desenvolvimento de um plano tecnológico a partir do espaço-porto de Alcântara.

O pró-reitor da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-graduação e Internacionalização da UFMA (AGEUFMA) avaliou positivamente a parceria, destacando a competência dos docentes da UFMA e o potencial competitivo internacional do Brasil. “Trata-se de uma grande oportunidade para o Brasil se tornar um país competitivo na arena internacional de lançamento de nanossatélites a partir do desenvolvimento científico e tecnológico da nossa Universidade”, destacou o pró-reitor.

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