Após ser alvo de risadas de Haddad, Flávio Dino recebe convite para se filiar ao PSB

O ANTAGONISTA

Na última segunda-feira, (6), o governador do Maranhão e postulante ao Planalto em 2022, Flávio Dino, foi alvo de risadas por parte de Fernando Haddad (PT), quando perguntado se o petista aceitaria ser vice do comunista. Na oportunidade, o ex-presidenciável ainda afirmou: “mas em qual partido o Flávio vai estar?”.  E diante dessa situação constrangedora, o PSB agiu rápido e ofereceu abrigo ao ex-juiz, e ele foi convidado pelo presidente do PSB, Carlos Siqueira, para se filiar ao partido.

“Abri as portas do PSB para o Flávio Dino, que é um ótimo nome. Mas, se ele aceitar e vier, tem que ser porque se reconhece alinhado com as propostas do partido. E não por um projeto presidencial. O nome do partido para 2022 ainda será discutido internamente”, afirmou Siqueira ao Globo.

Dino confirmou o convite e disse que será natural um “rearranjo” entre os partidos políticos do país após as eleições municipais deste ano.

“Minha relação com o PSB vem de antes do Eduardo Campos [ex-governador de Pernambuco]. Fui vice-líder do bloco PSB-PCdoB na Câmara. Temos uma trajetória em comum e, por isso mesmo, eu diria que, nesse processo de reaglutinação da esquerda, o PSB é um parceiro preferencial do PCdoB”, afirmou Dino.

“Tenho uma ótima relação com o PSB, que integra o nosso governo aqui no Maranhão. É um diálogo muito provável que se estreite. No que isso vai resultar, é como o próprio Siqueira disse: temos que ver mais para frente. Eu jamais colocaria sobre a mesa a candidatura de 2022 para ir para o PSB. Seria desrespeitoso.”

Flávio Dino disse ainda que a esquerda precisa ampliar as alianças junto a setores do centro — e criticou o isolacionismo de alguns partidos, como o PT.

“Olhando o Lula que governou o Brasil, não consigo imaginar que ele só veja esse caminho do isolacionismo. Falar em candidatura própria do PT em 2022 é só um movimento inicial, feito para resgatar a imagem do PT hoje. Mas isso não se sustenta até 2022. Seja pelo amor, seja pela dor. Contudo, o principal é compreender que, em um país como o Brasil, só é possível a esquerda ganhar se governar fazendo alianças para além da esquerda.”

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