Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Nicolao Dino quer se distanciar do irmão, Flávio Dino, envolvido na Lava Jato: “somos pessoas diferentes”

25 de abril de 2017 : 10:00

Querendo manter uma certa distância do governador Flávio Dino (PCdoB), para manter vivo seu plano de ser procurador-geral da República, Nicolao Dino, disse a Folha de São Paulo que é bem diferente do irmão comunista. A fala reflete a postura do procurador em relação a denúncia ao chefe do executivo estadual do Maranhão que foi denunciado pelo STF por ser citado na delação da Odebrecht.

“Os valores que eu defendo me acompanham desde que eu ingressei na vida pública como procurador da República. Por outro lado, nesta mesma toada, somos pessoas diferentes e com identidades diferentes. Tenho dito que nado não apenas em raias diferentes, mas em piscinas diferentes. Minha vida pública como procurador da República em nada interfere na vida dele como político e vice-versa. Não vejo como misturar essas estações”, declarou em entrevista.

 

Nicolao Dino acredita que o fato do irmão dele ter sido delatada não atrapalha sua pretensão de ser candidato a procuradoor-geral da República após o fim do mandato de Rodrigo Janot.

Durante a entrevista, o vice-procurador-geral eleitoral expressou mais uma vez o que pensa sobre o caixa dois.

“O caixa dois favorece em muito o abuso de poder econômico e as práticas de corrupção eleitoral. E pode escamotear uma relação de troca de favores. É destinação a uma campanha mas, na realidade, se trata de uma retribuição por favor já feito ou a ser feito”, destacou.

Segundo ele “a corrupção e o caixa dois são zonas muito fronteiriças. O caixa dois é a antessala da corrupção. Não há como relativizar a irregularidade do caixa dois porque pode ser fruto de tráfico, de contrabando ou de dinheiro encaminhado ao exterior de forma irregular, sem ter sido submetido à Receita. O simples fato de não ter a possibilidade de auditar [o dinheiro] já é em si algo perigoso. A obscuridade abre espaço muito fértil à prática de ilicitudes”, completou.

*Com informações do blog Gilberto Leda

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