Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Humberto Coutinho não tem sua eleição de presidente da Assembleia garantida

13 de outubro de 2014 : 09:02

Nem precisa ter boa memória para lembrar as últimas tentativas dos chefes dos executivos estadual e municipal que tentaram eleger os seus preferidos para presidência da Assembleia Legislativa e Câmara Municipal, para saber que a decisão de colocar Humberto Coutinho (PDT) na presidência do parlamento estadual não está sacramentada.

Humberto Coutinho tem todo apoio de Flávio Dino
para ser o próximo presidente da Assembleia Legislativa

Em 2011, o preferido de Roseana Sarney (PMDB), era o seu cunhado, o atual secretário de Saúde, Ricardo Murad (PMDB). Tão certo de sua vitória, o peemedebista chegou a encomendar a festa por antecipação, na hora da votação, o resultado foi totalmente diferente, os deputados governistas e oposicionistas elegeram Arnaldo Melo (PMDB). A força deles foi tão grande, que na eleição para o biênio 2013-2014, reelegeram por unanimidade Melo e colocaram Murad como vice-presidente.

Na Câmara Municipal, existe um exemplo parecido, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), tentou emplacar Helena Duailibe (PMDB) como candidata, a vereadora sempre muito bem articulada ia bem e conseguiu aglutinar muitos apoiadores, mas no momento que perceberam interferência do prefeito, o jogo virou e mais uma vez Isaías Pereirinha (PSL), levou a vitória. Para a reeleição, mais uma vez Edivaldo buscou articular um nome, tanto que chegou a dividir entre duas possibilidades, Honorato Fernandes (PT) e Pedro Lucas Fernandes (PTB), mas nenhum dos dois conseguiram se viabilizar, o que levou a eleição de Astro de Ogum (PMN), por unanimidade.

Dessa forma fica provado que historicamente, quando o prefeito ou governador tenta impor um nome ao parlamento, ocorre uma insatisfação e o jogo muda completamente.

Por isso não é bom, Humberto Coutinho já cantar vitória, dizer que está eleito presidente da Assembleia Legislativa. Até o momento o ex-prefeito de Caxias, afirma ter pelo menos 16 apoiadores, isso quer dizer 12 membros da oposição e quatro governistas.

Enquanto isso, Othelino Neto (PCdoB), corre por fora e surpresas podem acontecer mais uma vez…

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