Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

No Maranhão, brancos ganham 36% a mais que pretos ou pardos

15 de novembro de 2019 : 09:08

A população branca maranhense recebia, em 2018, 36% a mais que as pessoas pretas ou pardas. O rendimento médio dos brancos era de R$1.588,00, enquanto dos pretos ou pardos era de R$1.168,00. A diferença no rendimento é ainda maior considerando-se os números para o Brasil, onde a parcela branca da população ganhava 73,9% a mais que as pessoas pretas ou pardas.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (13), fazem parte do estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, que faz uma análise das desigualdades entre brancos e pretos ou pardos, ligadas ao trabalho, à distribuição de renda, à moradia, à educação, à violência e à representação política.

Sobre o mercado de trabalho, o estudo revelou que 14,9% dos pretos ou pardos estavam desempregados, no Maranhão, em 2018. Já entre a população branca, 11,9% encontravam-se desocupados.

No quesito informalidade, 58% dos brancos e 66% dos negros possuíam ocupação informal. Para Brasil, os números eram mais distantes: 34% das pessoas brancas e 47% das pretas ou pardas tinham trabalho informal.

Quanto à desigualdade na distribuição de renda, a pesquisa apontou que, do total de pessoas classificadas na situação de extrema pobreza, no Maranhão, aproximadamente 86% eram pretos ou pardos, enquanto apenas 13% eram brancos.

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