Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Brasileiro gasta mais da metade da renda com alimentação

13 de junho de 2019 : 12:22

Fazer a compra do mês está ficando cada vez mais caro para as famílias brasileiras. O Cuponation, plataforma de descontos online e integrante da alemã Global Savings Group, realizou uma pesquisa para saber a média de gastos de uma residência brasileira e qual o impacto dessa compra para quem recebe um salário mínimo ou um valor considerado médio.

De acordo com um estudo comparativo da Multibenefícios (unidade de negócios da GPA) feito entre os primeiros semestres de 2017 e 2018, a alimentação é o principal gasto dos brasileiros, com até 80% dos trabalhadores investindo seu dinheiro apenas em comida.

Na prática, o site Finanças Real apontou que se um indivíduo ganha R$1.000, o custo com alimentação deveria ser de R$375. Se um indivíduo ganhar R$2.000, esse gasto deve ser de no máximo R$500.

No entanto, uma pesquisa de 2016 da Geofision revelou as vinte regiões em que as famílias mais gastam com refeição, dentro e fora de casa. Dentre essas regiões, o estado de São Paulo aparece quatorze vezes, Rio de Janeiro aparece cinco e o Distrito Federal apenas uma vez. O estudo ainda aponta que as cinco primeiras regiões do ranking chegam a gastar mais de R$1.000 por mês em comida e bebida.

Morada dos Pássaros (SP) e Lagoa (RJ) ocupam a primeira e segunda posição do ranking, gastando cerca de R$1.153,21 e R$1.089,70, respectivamente. A última posição da lista, Campo Belo (SP), gasta  aproximadamente R$787,73 com as compras em supermercado. Veja todas as regiões no infográfico interativo.

O Cuponation constatou que as famílias estão gastando até R$653,21 a mais que o valor indicado. Ou seja, até 130,63% do que deveriam de fato gastar.

Ao calcular a renda mensal de um salário mínimo de R$998 de uma família brasileira e levando em conta a estimativa da Finanças Real, o custo com o supermercado deveria ser de até 37,58% da renda recebida. Caso esse mesmo cálculo  seja feito com a comparação entre o salário médio de R$2.500 (IBGE), o gasto dedicado deveria ser de 20% a 25% da renda.

Outro ponto importante seria ressaltar que até a região que ocupa a última posição da lista  gasta mais do que deveria com alimentação. Essa condição pode se dar pela inflação acelerada no custo de cada alimento, que cresceu (de 2,95% para 375%) entre 2017 e 2018.

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