Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável…” 

7 de abril de 2018 : 10:46

Alguns me perguntam o porquê de ser jornalista, acredito que não escolhi a profissão, já nasci com essa vontade intrínseca. O jornalismo é uma espécie de sacerdócio, entrega, devoção etc. Para alguns é tratado como uma cachaça, a qual você não consegue deixar nunca, afinal para os apaixonados pela profissão, o ofício de informar é um vício.

Ser jornalista requer além do amor e da paixão pela profissão, abnegação, paciência e sobretudo serenidade para buscar distinguir do que real e falso, e daquilo que estão tentando criar através das linhas jornalísticas.

O bom jornalista não é aquele que demonstra saber tudo, mas aquele que tem humildade para querer e estar sempre aprendendo algo, que aprende com qualquer pessoa, uma criança ou um idoso, um empresário ou um analfabeto. É ter sensibilidade para se adequar aos diferentes acontecimentos da vida, demonstrando isso em suas reportagens. Investigar é mais que um verbo para quem exerce essa profissão, é um compromisso para que se possa transmitir a realidade dos fatos aos interessados.

E eu me sinto cada vez mais estimulado a continuar o exercício de ser jornalista, já passei por redações de Tv e do impresso, pratico o rádio e o webjornalismo e também já tive a experiência da assessoria, tratado por alguns como jornalismo nutella. Mas eu prefiro mesmo é a raiz, está na rua, buscando histórias, aprendendo mais e mais.

Por fim deixo o pensamento de Gabriel García Marquez que traduz bem o que é ser jornalista:

“Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte”.

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