Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

João Alberto diz que está doente e pelo fato de ser um senhor de 80 anos, precisa de repouso por isso tirou licença médica

O senador João Alberto (PMDB), confirmou agora pouco a este jornalista que entrou com um pedido de licença médica por conta de uma gripe que lhe abateu e está lhe deixando quase afônico. “Sou um senhor de 80 anos e estou debilitado com essa gripe, o médico me recomendou repouso. Estou retornando hoje para São Luís”, declarou por telefone.

João Alberto é presidente do Conselho de Ética do Senado e com o prazo estourado para avaliar o processo de cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), revelou que ainda não tomou conhecimento da situação. Como presidente do colegiado, cabe a João Alberto a decisão de aceitar ou arquivar o processo.

O senador maranhense ainda contou que sua licença será apenas de uma semana e acredita que na próxima, ele já vai estar apto para voltar aos trabalhos no Congresso Nacional.

O pedido de cassação de Aécio Neves foi protocolado pela Rede Sustentabilidade e pelo PSOL em 18 de maio, com base na delação dos executivos da JBS. Pelo regimento do Senado, o presidente do Conselho de Ética deveria emitir um parecer pela abertura ou arquivamento do processo em até cinco dias úteis.

Na época, João Alberto alegou que não poderia responder sobre o caso porque o Conselho de Ética teria de ser reinstalado, já que o mandato dos senadores no colegiado estava vencido. O Conselho foi reinstalado em 6 de Junho, quando João Alberto foi reconduzido à presidência. O prazo para decidir sobre o caso Aécio venceu nesta terça-feira, 13. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada em 9 de Junho, João Alberto afirmou que não havia clima entre os senadores para a cassação de Aécio. Ele também informou que buscou outros senadores para se aconselhar sobre o caso e que não estava certo se decidiria sobre o pedido de cassação monocraticamente ou se levaria a questão para votação na comissão.

Defesa
A defesa do senador Aécio Neves reafirma que o dinheiro foi um empréstimo oferecido por Joesley Batista com o objetivo de forjar um crime que lhe permitisse obter o benefício da impunidade penal. O empréstimo não envolveu dinheiro público e nenhuma contrapartida por parte do senador, não se podendo, portanto, falar em propina ou corrupção.

O senador tem convicção de que as investigações feitas com seriedade e isenção demonstrarão os fatos verdadeiramente ocorridos.

*Com informações da revista Época

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