Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

A disputa nas eleições classistas

19 de novembro de 2015 : 11:02

Por Glaucione Pedrozo

Quando as eleições de representantes classistas começaram a ficar concorridas? Bom, realmente eu não sei. Mas a constatação de que muitos candidatos buscam a profissionalização das campanhas de Conselhos, Seccionais da Ordem, Sindicatos e afins, tem chamado atenção, muito embora outros não tenham entendido a importância de se tratar o processo comunicacional de forma planejada e com objetivos específicos.

Para mim, que trabalho com assessoria e marketing político e eleitoral, essa busca não é ruim, pelo contrário, amplia o meu campo de atuação. Mas outras práticas têm me deixado reflexiva, pois a profissionalização, nestes casos, vai bem além do marketing e comunicação em geral. Chegamos ao tempo que, dentro das eleições segmentadas, existe a figura do cabo eleitoral, das costuras e dos acordos mais improváveis em troca de espaço nas chapas.

Reflexiva porque, também, estamos vivenciando, desde 2013, talvez um momento ímpar nos últimos 30 anos: um movimento – sem liderança – encabeçado pela população, que clama por transparência, fim da corrupção, fim dos excessos etc.

Em tese, essas mesmas instituições, em sua maioria, cobram muito de nossos governantes para que assumam posturas mais coerentes com os princípios democráticos. Só que, na prática, o exemplo não vem sendo dado “de casa”. Não obstante, não é raro que nos deparemos com práticas nada republicanas nas eleições classistas.

E o que pode representar a liderança de um segmento? Pueril pensar que está diretamente relacionado ao poderio econômico. Os representantes de uma categoria são detentores de capital político muito forte. São sindicatos que podem parar a cidade. A OAB que pode, a partir da mediação de um conflito ou representação de inconstitucionalidade, mudar os rumos de uma legislação ou negociação.

E quanto à OAB-MA, cujos advogados estão a um dia de escolherem seus novos representantes, o cenário é singular. Pela primeira vez, o novo presidente ou a nova presidente enfrentará nos próximos anos uma dura oposição, que nascerá ainda este ano, a partir do dia 20 de novembro. Mas esse é outro desdobramento…

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