Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Ex-prefeito inelegível, Geraldo Amorim, enrolado até o pescoço com o TCE, faz manobra e consegue aprovar contas na Câmara de Vereadores de Peri-Mirim

1 de setembro de 2015 : 12:19

Após serem rejeitadas pelo TCE-MA as contas referentes aos exercícios financeiros de 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, do ex-prefeito José Geraldo, a Câmara Municipal de Peri-Mirim aprovou as contas do ex-gestor, após manobra política. Todas as contas pessoais de José Geraldo Pereira também foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

Em 2010, a Câmara Municipal de Peri-Mirim chegou a aprovar o exercício financeiro de 2003, porém o Ministério Público do Maranhão interviu e ordenou a suspensão da sessão que julgou as contas do ex-prefeito.

José Geraldo de Amorim é um homem enrolado com a Justiça. O ex-prefeito de Peri-Mirim responde a uma Ação Civil por ato de improbidade administrativa por irregularidades cometidas quanto à aplicação de recursos públicos federais oriundos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Educação, Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate a Fome.

De acordo com informação repassadas pelo Ministério Público Federal, José Geraldo teria celebrado um contrato irregular no valor de R$157.500,00 com Astros Construções, Terraplanagem e Comércio LTDA; Construtora Gusmão LTDA e Link Informática e Engenharia LTDA, para que estas realizassem construção de açudes, pontes e recuperação de estradas vicinais, esse dinheiro foi repassado pelo MDA.

Já na Educação foram encontradas irregularidades no uso do recurso repassado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e Programa Dinheiro Direto na Escola. O MPF aponta que os valores de R$180.522,10 e R$91.299,10 foram mal aplicados, ocorrendo inclusive contratação irregular de pessoal. No que tange o Programa Nacional de Alimentação Escolar foi possível conferir o gasto de forma irregular no valor de R$99.348,60.

Em relação ao Ministério da Saúde, o MPF investiga o gasto de R$16.277,25 com material de limpeza, assim como R$36.099,86 com aquisição de medicamentos. Além disso, a Controladoria Geral da União constatou o uso de R$3.933.819,83 milhões de forma irregular, apontando grave dano ao erário público.

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