Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Eliziane se posiciona contra medida que restringe seguro-desemprego

7 de maio de 2015 : 09:59

A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) se posicionou contra a Medida Provisória 665/14, que muda as regras de concessão do seguro-desemprego no início da tarde desta quarta-feira (06) no Plenário da Câmara dos Deputados. A medida faz parte do pacote de ajuste fiscal divulgado pela Presidência da República no fim do ano passado.

Na avaliação da parlamentar, a medida representa um prejuízo para os trabalhadores brasileiros e afetará principalmente os que mais precisam do benefício.

“O trabalhador brasileiro, os mais pobres do Brasil, aqueles que ganham até dois salários mínimos, os pescadores, o elo mais frágil, exatamente esses vão pagar por um pacote de bondades, por ações irresponsáveis feitas por este Governo”, criticou.

Durante o pronunciamento, Eliziane Gama classificou o Governo Federal como mentiroso, já que no período eleitoral havia dito que não iria mexer com os direitos dos trabalhadores brasileiros.

“Este Governo é uma mentira. Durante o processo eleitoral, a então candidata Dilma Rousseff atacou ferozmente os candidatos Marina Silva e Aécio Neves, dizendo que se eles fossem eleitos, os trabalhadores brasileiros teriam prejuízos de morte. Chegou-se a dizer que flexibilizar seria tirar direitos dos trabalhadores brasileiros”, completou.

Na tribuna a popular-socialista fez um apelo para que os demais colegas parlamentares não aprovem a medida provisória. Ela reafirmou que a responsabilidade da Câmara dos Deputados é evitar a aprovação da Medida Provisória 665/14.

“Fica a nós, aqui, o apelo e, acima de tudo, a nossa sensibilidade com o elo mais fraco do Brasil, que são os trabalhadores brasileiros, dizendo não a essa medida provisória do Governo, que na verdade é um engodo, é uma fraude eleitoral”, concluiu.

Na sessão de análise e votação da Medida Provisória realizada na noite desta quarta-feira (06), a deputada Eliziane Gama pediu o adiamento da votação para evitar que o trabalhador brasileiro seja penalizado.

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