Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Alessandro Martins revela que pagou propina a juízes e desembargadores do Maranhão

26 de março de 2015 : 11:04

Num release distribuído pelo “Somos Assessoria”, o  empresário Alessandro Martins, que ultimamente vinha sendo apresentado como Alessandro Bassani, dá conta de que encaminhou à corregedora Nacional de Justiça, Nancy Andrighi, um relatório denunciando o que, segundo ele, seria “o maior golpe do judiciário maranhense”. No relatório, Alessandro cita os juízes Nemias Carvalho, Abraão Lincoln, Luís Carlos Nunes Freire e Luiz Gonzaga Almeida, além dos desembargadores Marcelino Chaves Everton, Raimundo Nonato Magalhães Melo e Paulo Sérgio Velten Pereira. Cópias do material foram encaminhadas também ao advogado Pedro Calmon, Ministério Público.

A ex-concessionária dirigida por Alessandro Martins foi envolvida num esquema de compras de veículos que seriam destinados a locação, mas que eram revendidos a terceiros por preços inferiores aos da praça, já que os carros para frotistas são isentos de alguns tributos federais e estaduais.

O empresário atribui a falência da sua empresa Euromar, ex-concessionária da Volkswagen do Brasil, a uma “propina de mais de R$ 4 milhões pagos por seus concorrentes” aos juízes citados. No documento, Martins ressalta que, dos juízes acusados, “três já foram aposentados compulsoriamente”. E pede a corregedora que avoque para si o processo 3869/2011, que tramita na 8ª Vara Cível de São Luís. No relato ao CNJ, Alessandro Martins cita ainda os advogados, responsáveis pela penhora de um de seus bens:
“O filho do magistrado que penhorou o imóvel, o famoso Marcelo Bolota, veio me propor meio milhão de reais para indeferir a liminar de penhora e relatou que eu ainda estaria levando vantagem, pois a dupla de lobistas (Stênio Viana Melo e Fabiano de Cristo), haviam lhe prometido 10% dos R$ 22 milhões”, diz o documento assinado por Alessandro Martins.
A denúncia encaminhada à corregedora nacional de Justiça, Alessandro Martins relaciona também os bens e o estilo de vida dos acusados, mostrando, segundo ele, a incompatibilidade com a renda.

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