Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Reitor Natalino Salgado participa de reuniões com os Ministros da Educação e de Energia

23 de janeiro de 2015 : 17:27

O reitor da UFMA, Natalino Salgado, membro da Diretoria Executiva da Andifes, participou, nesta quarta-feira (21), de reuniões com os Ministros Cid Gomes da Educação, e Eduardo Braga de Minas e Energia. Os reitores entregaram documentos aos dois ministros com as demandas relativas ao ensino superior no País. Ao Ministro da Educação, Cid Gomes, foi entregue documento ressaltando os anseios dos dirigentes das instituições, representando as universidades federais, com relação à pasta da Educação. Entre elas, uma maior autonomia do Ministério da Educação e, consequentemente, das políticas de educação, a execução do Plano de Desenvolvimento das Universidades, um novo ciclo de expansão planejado, com foco na excelência e com o objetivo de cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Também foi solicitado a continuidade de programas relacionados à pós-graduação, assistência estudantil, internacionalização e dimensionamento de pessoal (professores e técnico-administrativos), entre outras demandas.

Segundo o Reitor Natalino Salgado, esse diálogo com o Ministério da Educação fortalece a educação no País, uma vez que, a Andifes, enquanto protagonista do desenvolvimento do sistema de educação no Brasil, reuni-se com ministro Cid para apresentar a necessidade de continuar buscando recursos para fortalecer a educação no País e manter as linhas de financiamento das universidades. “Mesmo nesses momentos de dificuldades financeiras, conversamos com ele, sobre a liberação dos projetos de lei que está no congresso para liberação de vagas para contratação de docentes e técnicos e também conversamos sobre a necessidade de um planejamento maior para liberação de orçamento que atenda as demandas da Universidade. Com isso, apontamos fatores como a assistência estudantil, que é uma das nossas prioridades, na qual buscamos recursos para dar condições de estadia, alimentação e permanência dos estudantes na Universidade, além de convidá-lo para participar da próxima reunião da Andifes”, explicou.

Já ao Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, foi proposto a criação de um plano, coordenado nacionalmente pelo Ministério e a Andifes, para racionalização e eficiência no uso de energia pelas instituições universitárias, que possa também ser replicado a outros órgãos públicos. Considerando que a maioria das universidades federais já estabeleceram parcerias com as empresas de energia, subordinadas ao Ministério de Minas e Energia, uma segunda frente seria a criação de mecanismos, incentivos e espaços de interlocução permanentes com objetivo de ampliar as condições e diversificar as áreas desses relacionamentos. Também foi levantado que a inclusão de outros órgãos de governo nessa interação, como as agências reguladoras e especialmente o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), podem dar maior escala e qualidade nessas parcerias.

Nesse aspecto, Natalino Salgado ressalta que, atualmente, as universidades gastam em torno de 16% de energia, cujo valor é excessivo, em se tratando que, com os reajustes, esse percentual subirá para 20%, ou seja, é necessário criar projetos que diminuam esse gasto exacerbado, o que penaliza e prejudica a manutenção das universidades. “Dialogamos com o ministro para obter apoio do ministério para financiamento de projetos que sejam autosustentáveis em termo de energia para diminuir as contas e fazer parcerias de energias alternativas para ajudar o País a enfrentar esta crise energética”, afirma.

Ele enfatiza também que há uma necessidade de buscar fontes alternativas de energia para que a energia possa ser barateada, armazenada e vendida para as concessionárias a fim de diminuir o custo com energia das universidades. “Ficou acordado com o ministro Eduardo Braga, que ele assinará um compromisso de pactuação com a Andifes e, a partir daí, vamos ter parcerias com vários órgãos que compõe o sistema de energia do ministério”, concluiu.

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