Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Querem causar mal-estar entre Flávio Dino e Roberto Rocha

11 de janeiro de 2015 : 09:12

Aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) estariam buscando criar um mal-estar entre o governador e o senador eleito Roberto Rocha (PSB). Já chateado por ter sido vetado de participar da Mesa da cerimônia de posse na Assembleia Legislativa, agora querem responsabilizar o ainda vice-prefeito de São Luís, pelo vazamento da informação de que o Governo do Estado vai desistir da venda de Casa de Veraneio de São Marcos, cuja transação no valor de R$ 20 milhões iria permitir equipar o Hospital do Câncer (antes seria para construir um hospital com esta especialidade, mas como foi inaugurado pela ex-governadora Roseana Sarney os planos mudaram). 


“O senador eleito plantou em blogs e veículos de imprensa do grupo Sarney que o novo governador não conseguirá alienar a residência em razão de dificuldades políticas e problemas de zoneamento do uso e ocupação do solo”, diz o blog Marrapá.

O problema é que não foi Roberto Rocha o responsável por repassar a informação em primeira mão, o dado obtido pelo jornalista Aquiles Emir foi colhido através de um comentário técnico de um conselheiro do Instituto da Cidade (Incid), que faz parte da equipe que estuda as mudanças no Plano Diretor de São Luís e na Lei de Zoneamento Urbano e Ocupação do Solo. E a explicação é simples: a casa está localizada numa área de preservação ambiental, onde são proibidas edificações, mas terá sua estrutura preservada por ter sido construída em 1928, pelo então governador Magalhães de Almeida, quando a cidade ainda não tinha Plano Diretor. Em toda orla, na área de praia só são permitidas barracas, e em alguns casos, como a Avenida Litorânea, na outra faixa construções de no máximo três pavimentos. Sendo assim, o imóvel perde interesse de compra, pois o que vale é o terreno, isto é, ela seria demolida e em seu lugar surgiria um condomínio de luxo ou um hotel de cinco estrelas, ou seja, o Estado iria abrir mão de uma patrimônio que pode ter outra finalidade para atender famílias ricas.


Quanto à sugestão sobre o que fazer no local, este mesmo conselheiro disse que a casa poderia se transformar num museu com espécies de peixes (do mar e dos rios) empalhadas, algumas até raras, ou então uma aquário, não nos moldes de Fortaleza (CE), mas algo mais modesto onde as pessoas pudessem visitar espécies vivas de peixes e de outros frutos do mar. O blog Marrapá insinua que Roberto Rocha é contra a venda do imóvel porque, quando seu pai, Luiz Rocha, era governador “se esbaldou nas dependências da Casa de Veraneio em sua juventude”. Marrapá garante ainda que o plano de vender a casa se mantém, porém o governador não se pronunciou sobre o caso.

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