Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

PDT decidiu liberar pré-candidatura de Hilton Gonçalo, após Flávio Dino dizer que o partido terá direito a vaga de suplente de senador

28 de outubro de 2013 : 10:00
O clima não é o dos melhores entre o PDT e Flávio Dino (PC do B). Com uma imensa dificuldade de acomodar todos os partidos que querem compor o bloco de oposição em sua candidatura, o presidente da Embratur tenta garantir espaço para todas as legendas, mas essa divisão não vem agradando a todos. 
Weverton vem pressionando Flávio Dino por melhores espaços
Com PSB, PSDB, PDT e Solidariedade na briga por um espaço na chapa majoritária, o comunista vai adotar o critério de maior “peso” de cada sigla, por isso o PSDB teria o direito de optar pela vaga de Senado ou de vice (o mais provável será a vice), o PSB possivelmente fica com o Senado mesmo (em caso de desistência do PSDB pelo senado), o PDT indicaria o suplente de senador e o Solidariedade não teria espaço na majoritária, mas seria beneficiado por decidir como prefere ir para as disputas proporcionais.
De todas as decisões, a que mais irritou foi a do PDT. Weverton Rocha quando soube da notícia ficou furioso e resolveu convocar o partido para uma reunião de cúpula, ocorrida na segunda-feira (21). Nesse encontro ele teria anunciado, que a partir de agora “ou Flávio valoriza o PDT ou nós vamos com uma candidatura própria para 2014“, por isso teria sido dado o aval de Hilton Gonçalo se cacifar na disputa ao governo.
Como atualmente o ex-prefeito de Santa Rita vem chegando a obter um índice de 6% na preferência do eleitorado maranhense, existe uma expectativa que com a sua pré-candidatura liberada, ele possa chegar a marca de 10% até o próximo ano, o que valorizaria o PDT, deixando o partido mais forte para uma possível composição no segundo turno, caso Hilton não chegue na reta final da disputa.
Porém o que mais incomoda Weverton não é nem o espaço na majoritária é a possibilidade de Flávio Dino ceder as pressões do PSDB, que também exige uma coligação forte para a eleição proporcional, a qual garanta a eleição de pelo menos três deputados federais tucanos, nessa situação o PDT ficaria prejudicado e poderia correr o risco de nem eleger um representante para a bancada federal em Brasília.
Membros do PDT já disseram que não são bestas e não vão ficar aguardando uma decisão de Flávio Dino até junho do próximo ano, igual foi feito com a eleição para prefeito de São Luís, onde a decisão foi adiada pelo maior tempo possível, para que aqueles que não fossem escolhidos não tivessem mais como se movimentar, após a decisão do escolhido para disputar a vaga.

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