Diego Emir | Poder, Política e Sociedade

Igual, mas diferente: blogueiro não é jornalista

1 de agosto de 2013 : 09:25

Blogueiros e jornalista são coisas tão diferentes que nem deviam ser discutidas. Apesar da existência de inúmeros jornalistas atuando na blogosfera, estes, tenho quase a certeza. tomam forma diferente no espaço virtual e particular, afinal um blog nada mais é que um “diário”, que não segue regras e se faz “certo” em nem ter a intenção de segui-las, afinal uma página virtual nesse estilo segue o tom pessoal, a maneira e a personalidade do autor nos textos postados.

O tradicional jornalista tem que evoluir, não pode
se transformar em uma peça de museu em exposição nas redações

Mas é bom frisar que os jornalistas levam vantagem em relação aos puramente blogueiros, que surgem com o advento da internet. Dessa forma podemos considerar que alguns se propõem a tratar de certos assuntos tão bem quanto o faria um jornalista bem treinado para isso, em alguns casos até melhor.

Porém independente de blogueiro e/ou jornalista, agora me lanço ao desafio de entrar de forma permanente na blogosfera. Jornalista por formação, sempre fui apaixonado por mídias tradicionais, principalmente aquelas que ainda mancham as pontas dos dedos, jornais impressos diário e revistas. Mas também é impossível ser apaixonado por jornalismo, sem gostar das antigas ondas de rádio FM e principalmente AM, e claro sem esquecer da mais recente, mas quase ultrapassada televisão, que vive a ansiedade de continuar agradando ao telespectador diante do bombardeio de opções tecnológicas.

Desta forma é impossível não entrar nesse meio, não por medo de ficar para atrás por conta da “letargia” dos antigos veículos de massa, mas o jornalismo exige renovação, exige multifuncionalidade, hoje não há apenas repórteres de jornal impresso ou de rádio, cada vez mais o padrão “se vira nos 30 com responsabilidade”, está sendo exigido. Por isso como forma de uma nova experiência, quem sabe um tentativa de deixar o lado jornalista se misturar com o blogueiro.

Mas aqui deixo claro a fonte não tornou-se menos exclusiva, a velocidade não vai ser maior ainda do que a exigida pelos “furos bombásticos” e a avaliação dos efeitos das notícias não vão se tornar mais irresponsáveis, dessa forma diminuindo tentarei ao máximo diminuir os perigos impostos pela comunicação na era 3.0. Mas também aqui não terá um tom mais burocrata ou academicista, quem sabe até longe disto.

Enfim o desafio está lançado e encerro com uma descrição de Eça de Queiroz:

“Ele não é somente o arquivo de opinião moderna ou a repercussão de uma impressão geral, ele é o motor dos espíritos, descobre novas e fecundas relações sociais (…); consagra e robustece a solidariedade moral que liga os homens, a fraternidade que os prende. (…) Ensina, professa: alumia sobretudo; ele é o grande construtor do futuro; não é só o fato que o futuro contém; ele vai das relações presentes às relações futuras e mostra a revolução (…) imensa pela qual a humanidade transforma e refaz o seu destino (…). É por isso que ele contradiz muitas vezes a opinião recebida, e com razão”.

Se não tivesse sido escrita em 1876, a descrita citada poderia muito bem ter sido feita ao mais interessante fenômeno de comunicação da última década: os blogs e blogueiros. Mas nesta época, Eça louvava os jornais e jornalistas. E temos a certeza que algo mudou.

E antes de findar a primeira postagem, informo que aqui tentaremos buscar a analise diária dos cenários políticos local e nacional, de uma forma séria e responsável como exige o bom jornalismo, mas as vezes deixando valer a “liberdade blogueira” deste espaço, mas sem perder a função social do jornalista: informar prezando com a neutralidade.

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